- Um estudo da WWF-Brasil aponta perdas médias de R$ 22,2 bilhões para a sociedade ao investir em exploração de petróleo na Foz do Amazonas, com custo de oportunidade total de R$ 47 bilhões.
- A análise compara o retorno social da exploração de petróleo com investimentos equivalentes em energia renovável e biocombustíveis, usando o guia metodológico oficial de Análise de Custo-Benefício (ACB).
- Segundo a WWF, as rotas renováveis geram benefícios distribuídos em cadeias descentralizadas, com emissões até 80% menores ao longo do ciclo de vida e maior potencial de desenvolvimento regional.
- A 1ª Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis será realizada em Santa Marta, na Colômbia, de 24 a 29 de abril, para discutir um “Mapa do Caminho” rumo à descarbonização.
- O governo federal brasileiro vai enviar dois representantes ao evento: Aloisio Melo e Flávia Bellaguarda, com participação da Colômbia e dos Países Baixos na organização.
O Brasil perde 22,2 bilhões de reais com exploração de petróleo na Foz do Amazonas, segundo estudo divulgado pela WWF-Brasil na quinta-feira (23/4). A análise utiliza o guia de Análise de Custo-Benefício (ACB) do governo federal. O objetivo é comparar o retorno social da exploração com investimentos equivalentes em energia renovável.
O estudo contrasta o petróleo com alternativas liminares em energia limpa, incluindo renováveis e biocombustíveis. O custo de oportunidade total calculado é de 47 bilhões de reais, resultado da soma de 22,2 bilhões gastos na exploração de fóssil com um benefício líquido de 24,8 bilhões advindo de investimentos em renováveis.
A WWF-Brasil aponta que, ao considerar impactos climáticos e sociais, os prejuízos chegam a valores bilionários. Em contrapartida, rotas renováveis devem oferecer benefícios distribuídos em cadeias descentralizadas e emissões globais até 80% menores ao longo do ciclo de vida, além de potencial de desenvolvimento regional.
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A conferência sobre a transição para longe dos combustíveis fósseis ocorre em Santa Marta, na Colômbia, entre 24 e 29 de abril. O evento é coorganizado pela Colômbia e pelos Países Baixos, com o WWF-Brasil como convidado. O objetivo é mapear caminhos para abandonar gradualmente os combustíveis fósseis.
O governo federal brasileiro confirmou presença com dois representantes: Aloisio Melo, secretário nacional de Mudança do Clima, e Flávia Bellaguarda, assessora para a COP30. A participação visa discutir estratégias de transição energética e cooperação internacional.
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