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Consumo em lares brasileiros sobe 3,2% em março ante março de 2025, diz Abras.

Consumo nos lares sobe 3,2% em março ante 2024, com impulso da Páscoa e efeito calendário, e fecha o trimestre com alta de 1,92%

Consumidora compra frutas em mercado no Rio de Janeiro (Foto: REUTERS: Ricardo Moraes)
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  • Consumo nos lares brasileiros subiu 3,2% em março ante o mesmo mês de 2025.
  • O indicador avançou 6,21% frente fevereiro, encerrando o primeiro trimestre com alta de 1,92%.
  • A alta foi puxada pela antecipação de compras para a Páscoa e pelo efeito calendário de fevereiro; parte das compras ocorreu na última semana de março.
  • O aumento ocorre em um cenário de maior renda disponível, com liberação de recursos como Bolsa Família, PIS/Pasep, restituições do Imposto de Renda e pagamentos do INSS.
  • O Abrasmercado mostrou alta de 2,20% na cesta de 35 produtos em março, elevando o valor médio da cesta de R$ 802,88 para R$ 820,54, com projeções de novos aumentos em itens sensíveis a frete e clima.

O consumo nos lares brasileiros cresceu 3,2% em março, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo a Abras. O indicador avançou 6,21% ante fevereiro e fechou o primeiro trimestre com alta de 1,92%.

O desempenho foi impulsionado pela antecipação de compras para a Páscoa e pelo calendário de fevereiro, com menos dias. Parte relevante do consumo ficou concentrada na última semana de março.

Mesmo com renda disponível melhorada pela divulgação de benefícios, o setor recomenda foco em preços competitivos, eficiência operacional e planejamento diante de custos logísticos internacionais, afirma o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

Abrasmercado

O Abrasmercado, que acompanha a variação de preços da cesta de 35 produtos, subiu 2,20% em março, a mais forte do trimestre. Em fevereiro a variação foi +0,47% e, em janeiro, -0,16%.

O valor médio da cesta avançou de R$ 802,88 para R$ 820,54 no mês. A associação sinaliza que o cenário de frete, clima e oferta pode sustentar altas em itens sensíveis.

Cenário e perspectivas

A projeção para os próximos meses aponta risco de alta de parte dos alimentos, especialmente ligados a frete e logística. O aumento do petróleo eleva o custo de reposição em cadeias longas, com potencial repasse para alimentos, conforme Milan.

A Abras também aponta suporte ao consumo no segundo trimestre por meio de medidas como a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas e o pagamento de restituições do Imposto de Renda.

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