- A menos de dois meses da Copa do Mundo, espera-se aumento no fluxo de turistas e pressão na infraestrutura do turismo.
- Relatório da PwC aponta que 91% das empresas do setor já utilizam ou testam IA; 85% registram ganhos de eficiência.
- Dados do BCG em parceria com a NYU mostram que hotéis com IA reduzem o tempo de liberação de quartos em até 20%; 37% dos viajantes já usam IA para buscar e reservar hospedagens e passagens.
- Exemplos: o Four Seasons Peninsula Papagayo, na Costa Rica, reduziu o desperdício de alimentos em cerca de 50% em oito meses com rastreamento inteligente; soluções de IA na aviação podem gerar economias de até 30% em voos via reemissão automática.
- Apesar dos ganhos, apenas 2,9% dos profissionais de turismo têm habilidades em IA, frente a 21% em tecnologia e mídia, indicando gargalos de talento e infraestrutura na América Latina.
O turismo diante da Copa do Mundo deve registrar aumento no fluxo de visitantes, pressionando infraestrutura e serviços. Em meio a esse cenário, a inteligência artificial se consolidou como diferencial competitivo entre empresas que respondem a demanda em tempo real e aquelas que ainda dependem de processos manuais. Um relatório da PwC aponta que 91% das empresas do setor já utilizam ou testam IA, com 85% relatando ganhos de eficiência.
Para o especialista Luiz Moura, ligado ao Conselho de Turismo da FecomércioSP e co-fundador da VOLL, a transformação já é estrutural e a diferença entre quem aproveita a IA e quem hesita cresce a cada trimestre. Dados do BCG, em parceria com a NYU, indicam que hotéis com IA reduzem até 20% o tempo de liberação de quartos durante picos de demanda.
Ainda segundo Moura, o Four Seasons Peninsula Papagayo, na Costa Rica, reduziu o desperdício de alimentos em cerca de 50% em oito meses com rastreamento inteligente na cozinha. Hoje, 37% dos viajantes usam IA para buscar e reservar hospedagens e passagens, mudando a lógica de distribuição no setor.
Avanços de IA no turismo
A automação já atinge a aviação e o turismo corporativo. A VOLL desenvolveu agentes de IA que monitoram tarifas após a emissão de passagens e reemitem quando há redução de custo, gerando economias de até 30% no valor de voos. Esse uso de IA alimenta a eficiência operacional em momentos de maior demanda global.
Desafios e gargalos
Apesar dos progressos, o relatório do BCG aponta que apenas 2,9% dos profissionais de turismo possuem habilidades em IA, versus 21% em tecnologia e mídia. Lacunas de talento e de competitividade se aprofundam a cada ciclo de adoção, ilustrando fragilidades de integração de dados, sistemas fragmentados e resistência organizacional.
Para o setor, a adoção rápida de IA pode definir padrões para a próxima década. Moura alerta que, embora haja tempo para o protagonismo na América Latina, esse tempo não é ilimitado e a qualidade da formação profissional passa a ser fator determinante para manter o ritmo de crescimento durante grandes eventos.
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