- Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, frente R$ 2,6 bilhões em 2024; quarto ano consecutivo de perdas desde 2022.
- O patrimônio líquido fechou em R$ 13,1 bilhões negativo, sinalizando deterioração da estrutura financeira.
- Histórico recente aponta lucro de R$ 1,5 bilhão em 2020 e recorde de R$ 3,7 bilhões em 2021, seguidos de prejuízos de R$ 767,58 milhões (2022), R$ 596,6 milhões (2023) e R$ 2,6 bilhões (2024).
- Plano de reestruturação iniciado no fim de 2025 prevê reorganização do fluxo de caixa, regularização de pendências com fornecedores e terceirizados, e captação de R$ 12 bilhões com bancos para liquidez.
- Medidas adicionais incluem leilões de imóveis sem uso para cerca de R$ 1,5 bilhão, reabertura do Programa de Demissão Voluntária em janeiro de 2026, com 3.181 adesões.
Os Correios ampliaram o prejuízo em 2025, registrando 8,5 bilhões de reais negativos. O resultado é superior ao de 2024, quando o déficit foi de 2,6 bilhões, configurando o quarto resultado negativo consecutivo desde 2022. A companhia aponta como principais causas o provisionamento de obrigações judiciais e o aumento dos custos operacionais.
O patrimônio líquido encerrou 2025 em queda, com 13,1 bilhões de reais negativos, sinalizando deterioração da estrutura financeira. Em 2020 houve lucro de 1,5 bilhão; em 2021 houve recorde de 3,7 bilhões. A partir de 2022, os números passaram a registrar prejuízos sucessivos.
Correios e o plano de reestruturação
Diante do cenário, o grupo iniciou, no fim de 2025, um plano de reestruturação financeira em fases. A primeira etapa reorganizou o fluxo de caixa, regularizou pendências com fornecedores e terceirizados, buscando previsibilidade financeira.
A estatal captou 12 bilhões de reais em crédito junto a um pool de bancos para assegurar liquidez imediata, normalizar o fluxo financeiro e quitar obrigações em atraso. A medida visa restabelecer credibilidade com fornecedores, empregados e clientes.
No âmbito estrutural, o governo dos Correios prevê leilões de imóveis sem uso operacional, com expectativa de gerar cerca de 1,5 bilhão de reais em receitas extraordinárias. As ações também incluem redução de despesas de manutenção e melhoria do equilíbrio de caixa.
Outra frente é a reabertura do Programa de Demissão Voluntária, em janeiro de 2026. A adesão ficou abaixo do esperado: 3.181 profissionais aceitaram a saída, diante de uma meta superior a 10 mil.
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