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Gortázar confia que a economia espanhola resista à guerra no Irã

Gortázar aposta que a economia espanhola resistirá ao conflito, mas a escassez de moradias, estimada em setecentos e trinta mil, é o principal desafio

El CEO de CaixaBank, Gonzalo Gortázar.
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  • Gortázar prevê que a economia espanhola resistirá ao impacto da guerra contra o Irã, dependendo da duração e da intensidade do conflito, com efeito potencialmente modesto no PIB.
  • A visão leva em conta previsões de organismos como o Banco Central Europeu e o Banco de Espanha, além de estímulos do governo, sugerindo que o choque seria curto e já foi parcialmente precificado pelos mercados.
  • A inflação na zona do euro pode subir, o que pode levar a altas moderadas dos juros; o mercado espera, em tese, duas altas, mas podem ser até quatro.
  • A economia espanhola tem apoio por demografia e mercado de trabalho dinâmicos, poupança elevada, investimento empresarial, turismo, renováveis e um sistema bancário robusto.
  • O principal desafio futuro é reduzir a dívida pública, melhorar produtividade e infraestrutura; na habitação, há cerca de setecentos e trinta mil imóveis ainda com falta de oferta, solução passa por mais terreno disponível, trâmites ágeis, parceria público-privada e estabilidade regulatória.

Gonzalo Gortázar, CEO da CaixaBank, afirmou que a economia espanhola tende a resistir ao impacto da guerra com o Irã, desde que o conflito seja curto e com intensidade limitada. Em sua visão, o choque seria principalmente de oferta e poderia reduzir o PIB apenas em frações de ponto, ou de maneira mais contida.

O executivo destacou previsões de organismos oficiais que apontam para um efeito modesto no crescimento. Citou a redução de três décimas no desempenho da eurozona pelo BCE e a revisão positiva de um décimo pelo Banco de Espanha, além do impulso adicional de medidas do governo.

Ele também mencionou que, mesmo com risco de inflação, o cenário permitiria ajustes moderados de juros, com o mercado prevendo entre duas e quatro altas. Gortázar ressaltou fatores de apoio à economia espanhola, como demografia, emprego estável, elevação do investimento empresarial e vigor do turismo e das exportações de serviços.

Panorama macro e políticas

O CEO observou que a zona do euro pode enfrentar inflação não acelerada, o que afetaria contas de bancos. Ele citou condições que poderiam manter a economia em funcionamento, mesmo diante de choques externos, com base em dados recentes de final de 2025.

Para o setor bancário, o executivo indicou que o cenário de juros mais altos, se confirmado, impactaria margens. No entanto, a visão é de impactos contidos frente ao atual dinamismo econômico espanhol.

Desafios de médio prazo

Entre as dificuldades futuras, Gortázar destacou a necessidade de reduzir o peso da dívida pública, aumentar produtividade e melhorar infraestrutura. Também chamou atenção para o envelhecimento populacional, que exige respostas de política pública.

No campo habitacional, ele ressaltou uma oferta insuficiente de moradias. A escassez foi estimada em cerca de 730 mil imóveis, segundo o executivo, que vê a solução na ampliação de terrenos disponíveis, trâmite rápido de licenças, cooperação público-privada e estabilidade regulatória.

Medidas propostas

Segundo o CEO, a oferta habitacional demanda ações como mais suelo disponível, agilidade administrativa e maior cooperação entre setor público e privado. Ele reforçou que a situação atual não é equiparável à de 2008, e que soluções devem priorizar eficiência e estabilidade regulatória.

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