- O CEO da Claro alerta que a crise das memórias pode causar falta de estoque de modens e TV Boxes.
- A declaração ocorreu durante entrevista de lançamento de planos pós-pagos com armazenamento no Google Drive ou iCloud, na última quinta-feira.
- A Claro não fabrica os aparelhos, mas fornecedores sinalizam dificuldade de aquisição por demanda global, impactando a disponibilidade.
- A empresa não descarta aumento de preços, apesar de absorver parte dos custos; em alguns itens, o aumento já supera trinta por cento.
- O CMO da Claro aponta pressão de custos com a crise de memórias e câmbio; especialistas estimam que a crise dure alguns anos, até 2028 ou 2030.
A crise de memórias que atinge o mercado global de tecnologia pode comprometer a disponibilidade de itens usados pelas operadoras brasileiras. O CEO da Claro, Rodrigo Marques, sinalizou que modems e TV Boxes devem enfrentar dificuldade de estoque em um futuro próximo. A afirmação ocorreu durante o lançamento de novos planos pós-pagos com armazenamento na nuvem.
Marques explicou que, mesmo a Claro não fabricando esses aparelhos, as marcas de telefonia podem ser impactadas pelas dificuldades de aquisição de componentes. Ele afirmou que os fornecedores já indicam possível falta de estoque, já que compradores internacionais antecipam compras.
Para os aparelhos de televisão conectados à internet, como TV Boxes, o desafio envolve chips de RAM e armazenamento. A operadora afirmou manter cautela quanto a reajustes de preços, embora não descarte aumentos no futuro.
Impacto sobre preços de equipamentos
A Claro não descarta reajustes, mas observa que, até o momento, tem absorvido parte dos custos para manter as ofertas estáveis. O executivo destacou que os preços de alguns set-top boxes já subiram acima de 30%, sem que a operadora tenha repassado integralmente esse aumento aos usuários.
Cenário da crise de memórias
Márcio Carvalho, gerente de marketing da Claro, ressaltou que a crise de memórias é agravada pela volatilidade cambial. O dólar contribuindo para pressões de custos no mercado brasileiro também é citado pela companhia como fator relevante.
Perspectivas para os próximos anos
Especialistas apontam que a escassez pode se estender até 2028 ou 2030, com volatilidade de preços esperada. Marques afirma que o problema pode durar pelo menos mais dois anos, mas ressalta a dificuldade de prever com exatidão o ritmo de estabilização do setor.
Observação sobre o contexto
A crise já havia sido comentada por executivos de outras companhias do setor, em linhas gerais, destacando a dificuldade de reposição de componentes. O tema continua gerando impactos no planejamento de produtos e preços no Brasil.
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