- A CNMC abriu um novo processo sancionador, considerado muito grave, contra Iberdrola España e Iberdrola Generación Nuclear por geração nuclear e possível não cumprimento de obrigações de disponibilidade.
- No total, já são cinquenta e seis processos abertos pela CNMC nas últimas semanas, envolvendo grandes empresas do setor elétrico espanhol.
- Além da Iberdrola, os alvos incluem Endesa (vinte e três casos), Naturgy (cinco), Ascó-Vandellós (três) e Almaraz (duas), entre outros.
- Apenas três desses casos são de natureza muito grave; entre eles estão o alegado não cumprimento do operador do sistema pela Red Eléctrica e o novo processo contra a central de Almaraz, além do processo contra Iberdrola Nuclear.
- A CNMC ressalta que os fatos não implicam, por si, a atribuição do apagão a nenhuma empresa, visto que o incidente teve origem multifatorial; algumas investigações tratam de possíveis manipulações de preços em períodos diferentes do apagão.
A CNMC abriu um novo expediente sancionador contra Iberdrola, por uma possível infração muito grave ligada ao serviço de geração nuclear. O processo envolve Iberdrola España e Iberdrola Generación Nuclear, e aponta para um possível desvio de produção sem autorização ou descumprimento reiterado de obrigações de disponibilidade.
O caso faz parte de um conjunto de ações recentes do regulador contra grandes operadores do setor elétrico. Ao todo, já são 56 expedientes instaurados nas últimas semanas, com Iberdrola liderando as ocorrências, seguida por Endesa, Naturgy e outras instalações, incluindo centrais nucleares como Ascó-Vandellós e Almaraz. Também constam novos procedimentos contra Red Eléctrica e outras empresas do setor.
Entre os expedientes, apenas três são considerados muito graves. Os casos envolvem supostos prejuízos ao sistema elétrico, falhas de funcionamento do operador de rede e o foco recente em Iberdrola Nuclear. Embora algumas investigações tenham se originado a partir do apagão de 28 de abril de 2025, a CNMC enfatiza que os fatos apurados não associam automaticamente o incidente a uma única empresa.
Especialistas indicam que os novos procedimentos não significam responsabilização automática, mas acrescentam que as sanções previstas variam conforme a gravidade. Infrações muito graves podem gerar multas de até 60 milhões de euros, enquanto infrações graves podem chegar a seis milhões. A CNMC ressalta ainda que os fatos são multifatoriais e não determinam, isoladamente, a causa do apagão.
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