- O saldo do crédito consignado para trabalhadores do setor privado chegou a R$ 101,6 bilhões em março, acima de R$ 100 bilhões.
- As concessões em março foram de R$ 10,9 bilhões, o maior patamar desde o início do programa Crédito do Trabalhador, com alta de 52% frente a fevereiro.
- O programa começou a operar no fim de março de 2025; em fevereiro do ano anterior o saldo era de R$ 41 bilhões.
- A taxa média anual caiu de 59,4% em fevereiro para 56,8% em março, ainda inferior à média de crédito pessoal não consignado de 117,1% ao ano.
- A inadimplência subiu de 4,9% para 6,6% entre novembro de 2025 e março de 2026, último patamar semelhante registrado em maio de 2025.
O saldo do crédito consignado para trabalhadores do setor privado atingiu 101,6 bilhões de reais em março, segundo dados publicados pelo Banco Central (BC). O programa Crédito do Trabalhador começou a operar no fim de março de 2025.
As concessões nessa modalidade somaram 10,9 bilhões em março, o maior patamar desde o início do programa. Em fevereiro, esse volume foi de 7,1 bilhões. Março teve quatro dias úteis a mais, ampliando o espaço para contratações.
Entre fevereiro e março, o saldo passou de 92,3 bilhões para 101,6 bilhões, alta de 10,1%. Em 12 meses, a valorização alcançou 142,4%. A ampliação do acesso trouxe maior diversidade de público, impactando as taxas cobradas.
A inadimplência na modalidade subiu de 4,9% para 6,6% entre novembro de 2025 e março de 2026. O chefe do departamento de estatísticas do BC, Fernando Rocha, aponta crescimento expressivo nesse indicador. As estatísticas consideram operações do Crédito do Trabalhador e do consignado no modelo antigo.
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