- No primeiro trimestre de 2026, a Intel teve lucro ajustado de US$ 0,29 por ação, acima da previsão de US$ 0,02; a receita foi de US$ 13,6 bilhões, 7% acima do year‑o‑year e acima da estimativa de US$ 12,4 bilhões.
- O resultado líquido foi prejuízo de US$ 3,73 bilhões no período. O guidance para o segundo trimestre projetou receita entre US$ 13,8 bilhões e US$ 14,8 bilhões.
- As ações da Intel subiram 53% em nove pregões, maior valorização desde a abertura de capital em 1971, mantendo ganho acumulado de 72% em 2026 (84% em 2025).
- O rali ganhou impulso com a recompra de metade de uma fábrica na Irlanda por US$ 14,2 bilhões, sinalizando expansão, além do projeto Terafab com Elon Musk para semicondutores voltados a Tesla, SpaceX e xAI.
- A Alphabet informou uso futuro de processadores Xeon da Intel em seus data centers, contribuindo para a narrativa de recuperação; no entanto, o mercado permanece cauteloso com avaliações e recomendações divergentes.
A Intel (ITLC34) superou expectativas no primeiro tríduo de 2026, acumulando mais de US$ 100 bilhões em valor de mercado e nine pregões de alta, fortalecendo a percepção de recuperação após anos de desempenho fraco. O movimento levou a empresa a figurar entre os destaques do S&P 500.
No 1T 2026, o lucro ajustado foi de US$ 0,29 por ação, acima da previsão de US$ 0,02. A receita chegou a US$ 13,6 bilhões, alta de 7% na comparação anual e acima da estimativa de US$ 12,4 bilhões.
Apesar do resultado líquido negativo de US$ 3,73 bilhões, pior que a perda de US$ 0,8 bilhão de 2025, o guidance para o 2T aponta receita entre US$ 13,8 bilhões e US$ 14,8 bilhões, ajudando a sustentar o tom otimista do mercado.
Reação e impulsos de mercado
A valorização das ações impulsionou a avaliação de risco, com o preço subindo 53% em nove pregões, a maior alta em períodos semelhantes desde a abertura de capital em 1971. No acumulado de 2026, a alta já soma 72%.
Parte do otimismo surgiu após a Intel anunciar, no início de abril, a recompra de metade de uma fábrica na Irlanda da Apollo Global Management por US$ 14,2 bilhões, interpretada como sinal de expansão. Analistas destacam que a empresa mudou o tom de operação.
Parcerias estratégicas fortalecem narrativa
A companhia integrou o projeto Terafab, liderado por Elon Musk, visando semicondutores para Tesla, SpaceX e xAI. A Alphabet informou que utilizará futuras gerações dos processadores Xeon da Intel em seus data centers, reforçando a percepção de recuperação do papel da empresa no setor.
Ainda assim, o mercado permanece cauteloso: entre 52 analistas, apenas 10 recomendam compra e 6 recomendam venda. A ação opera acima de 90 vezes o lucro estimado para os próximos 12 meses, nível acima da média setorial.
Olhares do mercado
Especialistas ponderam que o potencial de recuperação pode estar subestimado a longo prazo. A projeção da empresa é sair de prejuízo de US$ 0,17 por ação neste ano para lucro de US$ 2,13 por ação até 2029, segundo parte das análises.
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