- A Chery busca ser a combinação de Toyota e Tesla para expandir na Europa e além, segundo o presidente Yin Tongyue.
- A empresa avalia ampliar a produção em Barcelona, onde já opera ao lado da Ebro Motors, visando compartilhar instalações com fabricantes europeus.
- O primeiro carro 100% elétrico em parceria com a Ebro deve sair ainda neste ano das instalações de Barcelona, com foco urbano e preço acessível.
- Yin afirmou que não é sustentável enviar grandes volumes entre países no longo prazo e que a empresa busca parcerias na Europa para compartilhar benefícios e modelos.
- As vendas globais da Chery atingiram 2,8 milhões em 2025; lançou as marcas Omoda e Jaecoo em 2023 e mira 1 milhão de veículos vendidos em 2027, com Jaecoo 7 registrando destaque no Reino Unido.
Chery mantém planos ambiciosos para expansão global, mirando parcerias com fabricantes europeus para compartilhar instalações de produção. A empresa busca combinar qualidade, associada a Toyota, com inovação, associada a Tesla, segundo o presidente Yin Tongyue.
A empresa revelou, em entrevista a Reuters, que avalia ampliar a capacity de produção em Barcelona, onde já opera uma fábrica ao lado da Ebro Motors, instalada na antiga planta da Nissan. A decisão envolve possível compartilhamento de linhas com parceiros europeus.
Chery também sinaliza interesse em oportunidades semelhantes em outros países da Europa, visando reduzir deslocamento de volumes entre mercados. A meta é ampliar a produção local e explorar exportações para além do continente.
Series de números revelam o tamanho da empresa. Em 2025, a Chery vendeu 2,8 milhões de veículos, aumento de quase 8% em relação a 2024. A marca concentra boa parte das vendas em SUVs, com 2,3 milhões do total global no ano anterior.
A companhia lançou em 2023 as marcas internacionais Omoda e Jaecoo. Em 2024, as duas somaram 380 mil unidades vendidas. A varejista mira chegar a 1 milhão de veículos combinados até 2027.
O SUV Jaecoo 7 tem chamado atenção em mercados específicos, incluindo o Reino Unido, onde foi um dos modelos mais vendidos no último mês. A estratégia envolve ampliar a oferta de modelos menores para diversificar o portfólio.
Ainda segundo Yin, a estratégia dupla de: manter qualidade elevada e tecnologia avançada é crucial para atrair clientes de longo prazo e jovens compradores. A direção destaca a importância de modelos menores para competir globalmente.
Yin também reconhece que deslocar grandes volumes de veículos entre países não é sustentável a longo prazo. Assim, a empresa procura parcerias com fabricantes europeus para compartilhar ganhos e plataformas, sem detalhar possíveis parceiros.
No cenário doméstico, a China continua a enfrentar uma dura guerra de preços, com mais de 100 marcas atuando no setor. A expectativa é de uma readequação do mercado nos próximos anos, com apenas alguns players mantendo viabilidade.
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