- Ações da WEG fecharam em queda de 6,75%, a R$ 44,10, nesta quarta-feira (29).
- O lucro líquido do primeiro trimestre de 2026 ficou em R$ 1,46 bilhão, -5,7% ante o mesmo período de 2025.
- A receita líquida totalizou R$ 9,47 bilhões, -6,1% comparado ao primeiro trimestre do ano anterior, com retração de 19,5% no mercado interno e alta de 4,5% no externo em reais (16,1% em dólares).
- Aproximadamente 60% da receita da WEG vem de fora do Brasil; a valorização do real gerou efeito contábil, segundo o diretor financeiro André Rodrigues.
- Pela área de equipamentos industriais fora do Brasil, a demanda segue saudável para ciclos curtos, com investimentos em óleo e gás, data centers, transmissão e distribuição.
Ações da WEG fecharam em queda nesta quarta-feira (29), pressionadas pela divulgação do balanço do 1º trimestre de 2026. O papel recuou 6,75%, encerrando cotado a R$ 44,10, e ficou entre as maiores baixas do Ibovespa.
A WEG registrou lucro líquido de R$ 1,46 bilhão no trimestre, queda de 5,7% ante o mesmo período de 2025. A receita operacional líquida somou R$ 9,47 bilhões, menor em 6,1% na comparação anual, influenciada pela retração de 19,5% no mercado interno.
Do lado externo, contudo, houve avanço de 4,5% da receita em reais e 16,1% em dólares, impulsionado pela demanda em segmentos como óleo e gás, transmissão e distribuição, e soluções para data centers. O forte desempenho externo contrasta com a menor atividade doméstica.
Desempenho regional e fatores de mercado
A diretoria aponta que aproximadamente 60% da receita da WEG fica fora do Brasil, o que gera impacto contábil com a valorização do real frente ao dólar. Em termos operacionais, a demanda por equipamentos industriais de ciclo curto permaneceu estável no exterior.
A gestão destaca que, no exterior, a demanda por sistemas de ventilação e refrigeração para data centers e investimentos em transmissão e distribuição ampliaram as oportunidades. A empresa mantém margens operacionais em patamares elevados, mesmo com a queda de ativos no Brasil.
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