- Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano, na noite de quarta-feira, 29.
- O Copom manteve o ciclo de cortes iniciado em março, com votação unânime entre os seis membros presentes.
- As tensões no Oriente Médio e a alta nos preços do petróleo podem influenciar o cenário, mas não interromperam o ajuste.
- A queda recente do dólar, perto de R$ 5,02, é citada como fator que sustenta a continuidade do ciclo de cortes.
- O Focus projeta Selic em 13% no final de 2026, com outras instituições apresentando estimativas próximas, mas com incerteza ainda alta.
O Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,5% ao ano nesta quarta-feira, 29. A decisão encerra mais um ciclo de cortes iniciado em março e foi unânime entre os seis membros do Copom.
O Copom manteve a trajetória de queda dos juros, mesmo com tensões inflacionárias globais provocadas pela as implicações da guerra entre EUA, Israel e Irã. O conflito impacta o preço do petróleo, com pressões sobre a inflação.
Antes da crise atual, o mercado via cortes maiores. O BC afirmou que a flexibilização ocorreria conforme o cenário se mantivesse, mas ressaltou que o conflito reduziu o potencial do ciclo, sem interrompê-lo.
Instituições financeiras como Itaú BBA, Inter e XP Investimentos sinalizaram o corte de 0,25 p.p. nesta reunião. A queda recente do dólar, que caiu quase 3,3% desde a última reunião, favorece o ambiente para novos cortes.
O dólar chegou a 5,02 reais nesta semana, contribuindo para o ambiente que permite o prosseguimento da redução dos juros. Analistas destacam a necessidade de monitorar a inflação com o cenário externo volátil.
Sobre o futuro da política monetária, o Focus aponta 13% de Selic ao fim de 2026. Bancos como Inter projetam 12,75%, e XP estima 13,5% para o encerramento do ano, frente a incertezas ainda relevantes.
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