- Copom faz a terceira reunião do ano nesta quarta-feira (29); analistas do mercado esperam a segunda redução seguida da Selic.
- Em março, a Selic caiu para 14,75% ao ano; a aposta é de mais 0,25 ponto percentual, chegando a 14,5% ao ano.
- O Banco Central dos Estados Unidos deve manter a taxa entre 3,50% e 3,75% ao ano pela terceira vez consecutiva.
- O economista Miguel Daoud disse haver possibilidade de redução da Selic, pois o mercado já projeta o corte, e o BC busca manter consenso.
- O petróleo chegando a cerca de US$ 120 pode dificultar o ajuste inflacionário e, segundo ele, o BC terá desafio de explicar o corte.
O Copom realiza a terceira reunião do ano nesta quarta-feira (29) para decidir sobre a Selic. Analistas do mercado esperam a segunda redução seguida, apesar da inflação pressionada pela alta do petróleo. O cenário internacional ajuda, mas o custo do crédito continua elevado no Brasil.
A aposta é de queda de 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. A decisão ocorre no contexto da guerra no Oriente Médio, que tem influenciado os preços de combustíveis e a inflação. A divulgação deve ocorrer após a reunião do comitê.
Miguel Daoud, economista, aponta que há espaço para o recuo, desde que o BC mantenha o consenso do mercado. O petróleo já chega a US$ 120 o barril e pode colocar pressão adicional sobre contratos futuros e expectativas de inflação. A decisão será complexa.
No diagnóstico técnico, o país enfrenta dificuldade na expansão industrial, com custos elevados que comprometem a atividade econômica. O crédito alto é citado como empecilho para o crescimento, elevando o desafio para o BC na comunicação da decisão.
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