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CEOs de grandes empresas de energia dos EUA têm aumento médio de US$12,3 milhões

CEOs de utilities dos EUA tiveram aumento médio de $12.3m; tarifas sobem até 40% e cortes de energia atingem clientes em 13 milhões de ocasiões

Tim Cawley, the CEO of ConEd, saw his compensation increase to $20m and Chris Womack, Southern Company’s CEO, saw an increase to $28m.
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  • Os CEOs das maiores utilidades dos Estados Unidos tiveram alta média de 16% na remuneração, chegando a 12,3 milhões de dólares.
  • Em 2025, 38 das 51 grandes empresas do setor aumentaram seus salários de executivos, somando 82 milhões de dólares nesse grupo.
  • As contas de energia subiram até 40% em algumas regiões desde 2021, e, em todo o país, houve 13 milhões de desligamentos de energia em 2025.
  • Os aumentos ocorreram mesmo diante de falhas de desempenho, como interrupções no serviço, além de benefícios como jatos particulares, condomínios e outros privilégios.
  • Casos destaque incluem o CEO da American Electric Power com ganho de 23 milhões de dólares e outros líderes de ConEd e Southern Company com aumentos expressivos.

O article aborda como os CEOs das maiores empresas de utilities dos EUA tiveram aumento salarial significativo, enquanto os consumidores enfrentam contas altas. Em 2024, a média de remuneração dos CEOs ficou em 12,3 milhões de dólares, um aumento de 16%.

Um estudo do Energy & Policy Institute analisou documentos financeiros de 51 grandes utilitárias. A pesquisa aponta que 38 desses chefes tiveram reajustes, totalizando 82 milhões em ganhos adicionais, mesmo com metas de desempenho nem sempre atingidas.

O cenário atual inclui quedas de desempenho em áreas cruciais, como indisponibilidades de serviço. Em vários casos, executivos receberam benefícios adicionais, como jatos privados, condomínios e outras vantagens custeadas pelos clientes.

Entre os números, destaca-se o caso da American Electric Power, cujo reajuste atingiu 23 milhões de dólares, elevando a compensação para 36,6 milhões. A empresa também registrou interrupções de atendimento a 173 mil clientes.

Coned (Consolidated Edison) viu o aumento de Tim Cawley em 4,9 milhões de dólares, para cerca de 20 milhões. A Southern Company elevou a remuneração de Chris Womack em 4,3 milhões, para 28 milhões.

No conjunto, o estudo ressalta que o custo de remuneração não impacta diretamente a conta de cada consumidor, pois os pacotes combinam incentivos, ações e bônus atrelados ao desempenho. A comissão de ações costuma justificar pelo ganho para acionistas.

Para o relatório, as elevações salariais ocorreram mesmo diante de metas de satisfação dos clientes não atingidas em alguns casos. Jason Wells, da CenterPoint Energy, teve aumento de 2,6 milhões, apesar de falhas em métricas de confiabilidade.

O estudo cita também o caso de Bob Frenzel, da Xcel, que recebeu bônus máximo por satisfação do cliente, mesmo diante de críticas regulatórias nos estados vizinhos, com o conjunto do pagamento aumentando 3,1 milhões no ano.

Contexto regulatório e impacto para clientes

A estrutura de tarifas, habitualmente de monopólio regulado, limita a opção dos consumidores. Órgãos reguladores estaduais, muitas vezes vinculados a interesses setoriais, influenciam decisões de preço e serviço.

Especialistas ouvidos pelo jornal destacam que a remuneração elevada de CEOs não resulta necessariamente em melhoria de serviço aos clientes. O foco em lucro pode puxar reajustes de tarifas e bônus executivos.

Casos específicos mostram tensões entre metas de serviço e remuneração. Em DTE Energy, o CEO recebeu 14 milhões, com o substituto recebendo quase 7 milhões, mesmo diante de elevação de queixas de clientes e vigilância regulatória.

Dados federais indicam que as contas de energia continuam pressionando a inflação. Entre 2024 e 2025, a fatura de eletricidade subiu até 6,7% para consumidores.

Diversos estados discutem limites à remuneração de executivos. Maryland aprovou lei para limitar pagamentos acima de 110% do salário do presidente da comissão regulatória, com propostas semelhantes em outros estados.

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