- Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,75% para 14,50% ao ano, decisão unânime.
- Este é o segundo corte seguido; em março, a Selic caiu de 15% para 14,75%.
- O BC destacou incertezas no cenário global, citando conflitos no Oriente Médio, e o presidente Gabriel Galípolo mencionou o conservadorismo da autoridade monetária para 2025.
- A curva de juros indicou, na ata, aproximadamente 100% de chance de novo recuo de 0,25 ponto na próxima reunião.
- Mesmo com o ajuste, a taxa real neutra estimada pelo BC é de 5,0%, e a taxa real atual fica entre as maiores do mundo, em torno de 9,33%.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira a redução da taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,75% para 14,50% ao ano. A decisão foi unânime entre os membros do colegiado.
Este foi o segundo corte consecutivo do freio monetário. Em março, a Selic caiu de 15% para 14,75%, marcando a primeira queda em quase dois anos. O Copom manteve o tom cauteloso, citando incertezas globais, como o conflito no Oriente Médio, entre as razões da decisão.
Na coletiva de imprensa da semana passada, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, indicou que o conservadorismo monetário em 2025 visa ganhar tempo para entender os impactos da alta do petróleo sobre os preços domésticos. A curva de juros já sinalizava, com proximidade de 100% de chance de novo corte.
Antes de março, a Selic ficou estável em 15% ao ano desde junho de 2025, após um ciclo de alta de 4,50 pontos desde setembro de 2024. O período recente representa o segundo maior ciclo de alta da história, atrás do salto de 11,75 pontos entre março de 2021 e agosto de 2022.
Juros reais
Com a redução para 14,50%, o Brasil fica com a segunda maior taxa de juros reais do mundo, em 9,33%, segundo ranking da MoneYou/Lev Intelligence. A Rússia lidera com 9,67%; México, África do Sul e Indonésia aparecem depois.
O BC estima que a taxa real neutra, que não estimula nem deprime a economia, é de 5,0%. Esses números ajudam a entender o cenário de política monetária diante de pressões inflacionárias e do ambiente externo.
Entre na conversa da comunidade