- O governo avalia o novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas de famílias, que pode ter impacto primário nas contas públicas.
- A principal dúvida é se o aporte ao Fundo Garantidor de Operações será feito pelo Tesouro, o que geraria impacto primário, ou se serão usados recursos esquecidos nos bancos, considerados receita privada.
- O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, afirmou que ainda não há decisão tomada, pois o programa ainda não foi lançado.
- A equipe econômica estuda a viabilidade do uso dos recursos esquecidos; há resistências internas e a possibilidade de um aporte direto não está descartada.
- O lançamento oficial e a edição da medida provisória ficam para segunda-feira, dia quatro de maio, com anúncio previsto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Dia do Trabalhador.
O governo avalia o novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas das famílias, que pode ou não impactar as contas públicas. A avaliação depende de como o apoio será financiado.
O Tesouro Nacional informou que haverá aporte ao Fundo Garantidor de Operações (FGO) para assegurar as renegociações com desconto. Se esse aporte vier direto do Tesouro, haverá impacto primário.
Se a decisão for usar recursos esquecidos nos bancos, o impacto primário pode ficar fora do orçamento federal, já que seria receita privada, não do Tesouro. Ainda não há definição sobre o caminho escolhido.
Detalhes sobre o financiamento
Segundo o Valor, a decisão sobre o aporte no FGO é o principal impasse do programa. A equipe econômica também busca viabilizar o uso dos recursos esquecidos, mas há resistências internas, mantendo a possibilidade de aporte direto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar o programa no Dia do Trabalhador. O lançamento oficial e a edição da medida provisória (MP) ocorrerão na próxima segunda-feira, 4 de maio, conforme apurado pelo veículo.
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