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Dólar fecha em R$ 5, com mercado atento a juros no Brasil e EUA

Dólar fecha em R$ 5,0021 com investidores de olho em juros nos EUA e no Brasil e na sinalização de cortes do Copom

Às 17h23, ⁠o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,65% na ‌B3, aos R$5,0090
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  • O dólar fechou em alta de 0,39% a R$ 5,0021; o contrato futuro para maio operava em R$ 5,0090.
  • No exterior, o índice do dólar ficou em 98,966 e o Brent subiu para US$ 118,03 o barril.
  • O Federal Reserve manteve as taxas entre 3,50% e 3,75% ao ano; o mercado aguarda redução da Selic pelo Copom.
  • As cias apostas indicam queda de 0,25 ponto percentual na Selic para 14,5% ao ano, com visão de cortes graduais conforme dados.
  • Dados econômicos brasileiros: Caged mostrou abertura de 228.208 vagas formais em março; preços ao produtor avançaram 2,37% no mês.

O dólar fechou em alta no Brasil, voltando a operar acima de R$ 5,00. A moeda norte-americana terminou o dia em 5,0021 reais, com o mercado de olho em decisões de juros nos EUA e no Brasil. O cenário externo manteve o dólar firme, apoiado pela alta do petróleo.

Às 17h23, o contrato futuro de maio, mais líquido no mercado, subia 0,65% para 5,0090 reais na B3. No exterior, o índice do dólar avançou 0,38%, para 98,966, enquanto o dólar ganhou também frente a moedas como peso mexicano e peso chileno.

Perspectiva externa

Os ganhos do dólar foram impulsionados pela sequência de alta do petróleo, com o Brent encerrando em 118,03 dólares por barril, alta de 6,08%. O movimento ocorreu após o Wall Street Journal indicar que autoridades dos EUA avaliam um bloqueio prolongado ao Irã.

No front interno, o Federal Reserve manteve as taxas estáveis entre 3,50% e 3,75% ao ano, conforme esperado. O banco central reiterou cautela com a inflação, influenciando a percepção de câmbio no curto prazo.

Cenário doméstico

Economistas do mercado aguardam o Copom, com provável redução de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,5% ao ano. A leitura depende da evolução da inflação e da guerra entre EUA e Irã, que pode impactar preços.

O Bank of America observa potencial de continuidade de cortes graduais caso os dados acompanhem o ritmo esperado. O foco está na dinâmica inflacionária e nas expectativas de inflação em queda.

Dados de emprego e preços

A agenda local trouxe o Caged, indicando abertura de 228.208 vagas formais em março, acima da projeção de economistas. Também houve divulgação de que os preços ao produtor subiram 2,37% no mês de março.

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