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Ibovespa cai 2% em quarta tensa; motivos sob avaliação

Petróleo em alta, incerteza sobre políticas dos bancos centrais e sinalização incerta do Copom mantêm Ibovespa em queda de 2%

Por que o Ibovespa caiu 2% na superquarta mais tensa dos últimos 4 anos? — Foto: Getty Images
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  • O Ibovespa caiu 2%, fechando aos 184.750 pontos, com perdas de 3,14% na semana e alta volatilidade em meio à superquarta de decisões de bancos centrais.
  • O Brent chegou perto de US$ 120 o barril, maior nível desde junho de dois mil e vinte e dois, devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz e a pressões inflacionárias globais.
  • No Brasil, o Copom é tema de expectativa sobre sinalizações para a reunião de junho, com a curva de juros mantendo pouca convicção sobre o caminho dos cortes.
  • No exterior, o Fed enfrentou dissidência inédita desde 1992, com aprovação da indicação de Kevin Warsh para suceder Jerome Powell; ele sinalizou mudanças no formato de comunicação e reuniões.
  • O mercado brasileiro ficou sob pressão, com 75 de 83 ações do Ibovespa em queda e volume financeiro de 22,3 bilhões de reais, acima da média.

O Ibovespa fechou em queda de 2%, aos 184.750 pontos, em uma sessão marcada por grandes hierarquias globais. Ação do dia foi influenciada pela combinação de petróleo em alta, instabilidade institucional no Fed e incertezas sobre o Copom.

O Brent chegou próximo de US$ 120 por barril, o maior nível desde 2022, pressionando inflação global. O cenário internacional elevou a aversão a risco e impactou o humor dos investidores no Brasil, que já monitoram o que pode sair da reunião de junho do Copom.

Nos EUA, o Fed encerrou o mandato de Jerome Powell com um recorde de dissidência: 8 a 4, sugerindo debates internos sobre cortes de juros. Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para presidência, pode alterar comunicações e cronogramas futuros.

A leitura local aponta que parte do fluxo estrangeiro, feito via carry trade, pode ficar menos previsível com mudanças na comunicação do Fed. No Brasil, os juros futuros para 2027 passaram de 14,13% para 14,21% ao ano, refletindo essa volatilidade.

Ao todo, 75 das 83 ações que compõem o Ibovespa tiveram queda neste pregão. O volumoso giro financeiro ficou em R$ 22,3 bilhões, acima da média dos últimos 12 meses, indicando demanda por liquidez em meio à volatilidade.

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