- O acordo entre Mercosul e União Europeia passa a valer no Brasil a partir de 1º de maio, após ser assinado pelo presidente Lula.
- A CNI estima que mais de 80% dos produtos brasileiros vendidos à UE terão tarifa zero na fase inicial.
- O economista Miguel Daoud destaca que há limites de alta e baixa para exportações, que podem permitir interrupções caso parâmetros mudem.
- A relação de complementariedade entre Brasil e UE é vista como positiva, com potencial de exportar frutas e outros itens a preços mais baixos na Europa.
- Em contrapartida, a indústria brasileira pode enfrentar barateamento de custos de produtos europeus devido à maior competição e à menor distância competitiva.
A assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fará o tratado valer oficialmente no Brasil a partir de sexta-feira, 1º de maio. Segundo a Confederação Nacional da Indústria, mais de 80% dos produtos brasileiros exportados ao bloco europeu terão tarifa zero na fase inicial. A formalização ocorreu nesta terça (28).
A notícia, divulgada após a promulgação, aponta que o acordo busca ampliar a relação entre o Brasil e a UE por meio de complementariedade setorial. Economistas destacam ganhos potenciais para exportação de frutas e outros itens com produção elevada no país.
Para o economista Miguel Daoud, há limites ligados a variações de parâmetros que podem interromper fluxos de importação entre as partes se as regras mudarem. O estudo citado aponta que a relação de complementariedade sustenta avaliações positivas sobre o acordo.
Impactos e perspectivas
Especialistas consideram que a redução de custos pode beneficiar consumidores europeus e facilitar entrada de produtos brasileiros no mercado europeu. Em contrapartida, a indústria brasileira enfrenta desafios de competitividade frente a produtos industrializados da Europa.
Daoud ressalta que o aperfeiçoamento de competitividade interna ainda é essencial para evitar distorções. A expectativa é de que o acordo estimule investimentos e diversifique a pauta de exportação do Brasil para a UE.
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