- Jerome Powell afirmou que, após o fim de seu mandato como presidente do Fed em 15 de maio, seguirá como governador do Conselho de Governadores por um período até janeiro de 2028.
- A decisão ocorre em meio a ameaças legais contra Powell e contra o Fed, segundo ele, parte de uma pressão de Donald Trump para reduzir juros.
- O Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas pela terceira vez consecutiva, no contexto da divulgação.
- Powell disse que pretende manter um perfil discreto e que ataques à instituição prejudicam a condução da política monetária de forma independente.
- A decisão rompe com a tradição de que presidentes do Fed deixam o cargo ao fim do mandato; a última vez foi em 1948, e o Departamento de Justiça investiga reformas da sede do Fed e possível mentira ao Congresso por Powell.
O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, afirmou nesta quarta-feira 29 que permanecerá como membro do Conselho de Governadores após o fim do seu mandato como presidente, em 15 de maio. A decisão ocorre em meio a ameaças legais contra ele e contra a instituição.
Powell explicou que continuará no cargo de governador por um período que ainda será definido. A afirmação foi feita durante coletiva de imprensa, após o Fed manter as taxas de juros estáveis pela terceira vez consecutiva.
A decisão foi tomada mesmo diante de ataques legais que o DG vê como parte de uma pressão política para reduzir juros. Powell disse que pretende manter um perfil discreto como governador.
A expectativa pública sobre a continuidade de Powell no Fed já vinha crescendo há meses. Normalmente, presidentes de bancos centrais deixam o cargo ao fim do mandato de quatro anos, salvo recondução pela Casa Branca.
Historicamente, a única exceção à rotina ocorreu em 1948, quando Marriner Eccles permaneceu como membro do Conselho de Governadores por três anos após seu mandato. Powell rompeu com essa tradição.
Para Powell, a independência do Fed está sob pressão por ações do governo, que buscam influenciar a política monetária. O memo reforça a preocupação com a autonomia institucional.
O Departamento de Justiça investigava reformas da sede do Fed em Washington e se Powell mentiu ao Congresso sobre planos da instituição. A apuração coincidiu com tensões entre o governo e o Fed.
Trump, por sua vez, tem pressionado para reduzir juros e chegou a ameaçar demitir Powell caso ele permanecesse no Fed após o fim do mandato presidencial. A situação alimenta debates sobre influência política.
Powell afirmou que a investigação do DOJ é mais uma tentativa de pressionar o Fed a reduzir as taxas. Ele disse que a decisão final consideraria o que é melhor para a instituição e para o público.
A coletiva ocorreu após o Fed anunciar a manutenção inalterada das condições monetárias, sinalizando continuidade da política vigente enquanto a instituição avalia respostas a pressões externas.
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