- A taxa básica de juros dos Estados Unidos foi mantida no intervalo de 3,5% a 3,75% pela terceira vez consecutiva, diante da incerteza econômica causada pela guerra no Irã e pela inflação.
- Quatro governadores do Fed discordaram da decisão, pela primeira vez desde outubro de 1992, sinalizando divergência sobre o rumo da política monetária.
- Jerome Powell fará uma coletiva de imprensa pouco depois do anúncio, em o que deve ser seu último discurso como presidente do Fed.
- O anúncio coloca em foco a possível substituição de Powell por Kevin Warsh, indicado por Donald Trump, ainda sujeito à aprovação do Senado.
- A inflação de março ficou em 3,3%, acima de fevereiro, o que complica as perspectivas de cortes de juros no curto prazo.
O Federal Reserve manteve hoje a taxa básica de juros dos EUA na faixa de 3,5% a 3,75%, repetindo a decisão anunciada no mês anterior. A medida, amplamente aguardada, ocorre em meio à incerteza econômica alimentada pela guerra no Irã e pelo impacto sobre os preços de energia. O banco central adotou uma postura de观察 e avaliando, sem sinal claro de cortes neste momento.
Quatro membros do Comitê Federal de Mercado Aberto divergiram pela primeira vez desde outubro de 1992, sinalizando desacordo interno sobre o rumo da política monetária. Um deles, Stephen Miran, próximo ao presidente Donald Trump, pediu redução de 0,25 ponto percentual. Os demais resistiram à mudança na divulgação de favorecimento a cortes para o próximo encontro, em junho.
Contexto e desdobramentos
A decisão ocorre enquanto o desempenho da inflação e o efeito da guerra no Irã continuam a influenciar as expectativas. A alta recente de combustíveis elevou a inflação anual, apesar de o preço do petróleo ter recuado em relação ao pico recente. A autoridade monetária mantém a cautela diante da possibilidade de novas altas ou cortes, dependendo do curso dos próximos dados.
Powell deverá falar à imprensa cerca de 30 minutos após o anúncio, em uma coletiva aguardada como possível última de sua gestão à frente do banco. O presidente Donald Trump tem pressionado pela redução dos juros, e o nome de Kevin Warsh surge como provável substituto, sujeito à aprovação do Senado. Até lá, oFed mantém a abordagem de observar os impactos da conjuntura global.
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