- Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano, decisão tomada na quarta-feira, 29.
- Mercado já previa o corte e destacou tom cauteloso na comunicação, com foco em riscos inflacionários e no cenário externo.
- Banco Central elevou a projeção de inflação de final de 2027 para 3,5%.
- Analistas divergem sobre o ritmo dos próximos cortes, condicionados a dados econômicos e ao ambiente externo.
- O consenso é de que novas mudanças na taxa dependerão da evolução da inflação, do câmbio e de fatores internacionais.
O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14,5% ao ano, decisão tomada nesta quarta-feira, 29. O movimento era esperado pelo mercado, que avaliou a comunicação como cautelosa, com foco nos riscos inflacionários e nas incertezas externas.
A projeção de inflação do final de 2027 foi elevada para 3,5%, o que gerou alertas entre agentes do mercado. Natalie Victal, da SulAmérica Investimentos, questionou a altura da próxima barreira para um novo corte, mas aponta que a barra diminuiu.
Genial Investimentos projeta novo recuo de 0,25 p.p. em breve, com Selic a 13,25% no fim do ciclo. José Márcio Camargo avalia cortes de 0,25 p.p. em 2026, desde que dados justifiquem, senão o BC pode frear a taxa.
Perspectivas para a calibração
Raphael Vieira, da Arton Advisors, diz que o Copom reforçou a incerteza elevada e a piora das expectativas de inflação, com risco externo relevante. O BC deve manter postura prudente nas próximas decisões.
Flávio Serrano, do BMG, aponta que conflitos no Oriente Médio podem ampliar impactos sobre preços e influenciar o ritmo de ajuste da política monetária.
Bruno Cotrim, da Elliot, afirma que o corte de 0,25 p.p. reforça a ideia de calibração cuidadosa, condicionando novos movimentos à evolução da inflação e ao cenário externo.
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