- O juro real do Brasil é de 9,33% com a Selic em 14,50% após corte de 0,25 ponto percentual pelo Copom.
- O Brasil fica em segundo lugar no ranking mundial de juros reais (ex-ante), atrás da Rússia, que tem 9,67%.
- No topo do ranking de juros nominais, o Brasil também fica empatado em 14,50% com a Rússia, atrás de Turquia e Argentina.
- Os dados são do economista-chefe Jason Vieira, em levantamento da MoneYou e Lev Intelligence, usando inflação projetada de 4,34%.
- O conflito no Oriente Médio influence projeções inflacionárias globais, levando bancos centrais a adotar postura mais conservadora; entre 164 países, 84,15% mantiveram taxas, e 85% no grupo de 40 países analisados.
O juro real do Brasil chegou a 9,33% após o Copom reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, indo para 14,50% ao ano. O efeito reflete inflação mais elevada e ajustes monetários recentes. A leitura é ex-ante e considera projeções de inflação.
No ranking global, o Brasil aparece em segundo lugar entre 40 países, atrás apenas da Rússia, que registra 9,67%. México figura em terceiro com 5,09% e África do Sul em quarto com 4,62%. Os números são da análise de Jason Vieira, economista-chefe da MoneYou e Lev Intelligence.
Ranking Mundial de Juros Reais (Ex-ante):
- 1º Rússia: 9,67%
- 2º Brasil: 9,33%
- 3º México: 5,09%
- 4º África do Sul: 4,62%
- 5º Indonésia: 3,31%
- Média: 1,58%
A expectativa de cortes ou ajustes varia. Modelos de Vieira indicaram 50% de probabilidade de corte de 0,25 pp, 35% de manutenção e 15% de corte mais agressivo de 0,50 pp. A posição brasileira não mudaria com manter ou reduzir em 0,50 pp.
A taxa de juros real é calculada pela relação entre a taxa DI de 12 meses e a inflação projetada de 4,34%, segundo o Boletim Focus do Banco Central. Em março, a taxa real era de 9,51% e, em janeiro, 9,23%.
Sem descontar a inflação, a taxa nominal de 14,50% coloca o Brasil entre Rússia e outros em posição similar; as maiores taxas nominais do mundo aparecem na Turquia e na Argentina.
Contexto internacional e impactos no radar de política monetária
O conflito no Oriente Médio foi apontado como fator de pressão sobre as perspectivas inflacionárias globais. A análise sustenta que tensões entre Irã e EUA elevam projeções de inflação para os próximos 12 meses, levando bancos centrais a adotar posturas mais cautelosas.
Entre os 164 países avaliados, 84,15% optaram por manter as taxas, 4,88% elevá-las e 10,98% cortá-las. No universo dos 40 países, 85% mantiveram as taxas, refletindo o ambiente de precaução diante das incertezas inflacionárias.
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