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WEG cai forte após resultado decepcionante; mercado vê risco de novas quedas

Ações da WEG caem forte após resultado abaixo do esperado; risco de revisões para baixo e câmbio elevam a cautela no curto prazo

— Foto: Getty Images
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  • As ações da WEG caíram fortemente após o resultado do primeiro trimestre de 2026 ficar abaixo das expectativas, gerando cautela no curto prazo.
  • O Itaú BBA apontou que os números ficaram fracos em praticamente todas as linhas, com lucro líquido 5% abaixo das estimativas, podendo chegar a 13% abaixo ao excluir itens não recorrentes.
  • O mercado espera revisões para baixo nas projeções, com o banco estimando lucro de R$ 6,5 bilhões para 2026, abaixo do consenso de cerca de R$ 6,8 bilhões.
  • A assimetria negativa persiste: há mais espaço para decepções do que surpresas positivas nos próximos resultados, impactando o desempenho das ações.
  • No curto prazo, demanda por equipamentos de ciclo curto caiu; produtos de ciclo longo permanecem mais estáveis, enquanto o câmbio também pesou, neutralizando parcialmente o crescimento externo.

Ações da WEG (WEGE3) recuaram fortemente nesta quarta-feira (29) após o anúncio do balanço do primeiro trimestre de 2026, que ficou aquém das expectativas do mercado. O resultado frustrou analistas e elevou a percepção de riscos para novas revisões para baixo das projeções. O movimento ocorreu em meio a um cenário de cautela no curto prazo.

O Itaú BBA apontou que os números vieram mais fracos do que o esperado em praticamente todas as linhas. O lucro líquido ficou 5% abaixo das estimativas, com possível recuo de até 13% ao excluir itens não recorrentes.

Mais do que o resultado em si, há expectativa de revisões para baixo nas projeções, segundo o banco. A estimativa de lucro para 2026 passou a ficar em R$ 6,5 bilhões, abaixo do consenso de mercado, que fica em torno de R$ 6,8 bilhões. A assimetria negativa também preocupa: maior espaço para frustrações do que para surpresas positivas nos próximos resultados.

Desempenho por segmento e câmbio

O mercado brasileiro mostrou desaquecimento da demanda por equipamentos industriais de ciclo curto, com menor dinamismo no trimestre. Em contraste, itens de ciclo longo, como grandes motores para projetos industriais, mantiveram desempenho mais estável, sustentados por encomendas já recebidas.

Na área de geração, transmissão e distribuição de energia, a queda anual foi mais expressiva, justificada pela ausência de entregas relevantes de projetos solares frente ao mesmo período de 2025. A operação no exterior segue em crescimento de volume, mas o avanço foi parcialmente neutralizado pela valorização do real frente ao dólar.

Apesar do desempenho mais fraco, o Itaú BBA ressalta boa rentabilidade da empresa, atribuída a um mix de produtos mais favorável, maior peso de contratos de longo prazo e ganhos de eficiência. Contudo, esses fatores não compensam integralmente a desaceleração de receitas e o impacto cambial.

Alguns analistas mantêm uma visão menos pessimista para o médio prazo, citando expansão de investimentos em infraestrutura elétrica — especialmente em transmissão e distribuição — e o crescimento das operações internacionais como pilares de melhoria futura.

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