- O CEO de CaixaBank afirmou que as hipotecas devem subir devido à inflação impulsionada pela guerra no Irã e a possíveis altas de juros, impactando, principalmente, empréstimos a taxa variável.
- As subidas médias anunciadas ficam em cerca de 10 euros por mês para as hipotecas com taxa variável.
- O banco está com maior participação em hipotecas de taxa fixa, que passaram de 11% para 56% do total nos últimos anos.
- O executivo prevê três altas de juros neste ano e mais uma no ano seguinte, com o BCE e a Fed monitorando o cenário e o preço do petróleo.
- CaixaBank mantém hipotecas muito competitivas, cresce levemente a participação no mercado e espera que a demanda permaneça desafiada pela elevação dos tipos de juros; não há sinais de mudança relevante nas novas assinaturas de crédito.
CaixaBank informou, em coletiva de resultados do primeiro trimestre, que as carteiras hipotecárias devem ganhar valor devido à inflação impulsionada pela guerra no Irã e a possíveis altas de juros. O movimento é esperado principalmente para crédito variável.
O banco afirma que já houve repricing positivo de hipotecas, com aumentos médios de cerca de 10 euros mensais. As altas são aplicadas apenas a empréstimos de tipo variável, que representam uma parcela menor, mas de maior histórico.
Gortázar destacou que o cenário depende das decisões dos bancos centrais, BCE e Fed, diante da guerra e da inflação. A expectativa é de três altas de juros neste ano e mais uma no próximo, conforme o preço do petróleo e o conflito evoluem.
Quanto ao mercado de hipotecas, o CEO ressaltou que não observa mudanças profundas no momento. Negou que haja uma bolha, ressaltando a forte competição na Espanha, onde os novos empréstimos continuam sendo ofertados com condições muito competitivas.
O executivo também mencionou que a instituição segue a tendência de maior participação de hipotecas a taxa fixa, que reduzem o risco para o banco frente aos movimentos de juros. A estratégia inclui venda cruzada de produtos, como seguros.
Sobre o cenário regulatório, Gortázar afirmou que o ambiente de taxas mais altas deve perdurar, independentemente de decisões do BCE. Ele sinalizou que o mercado de hipotecas pode manter ritmo mais baixo de produção nos próximos meses.
Por fim, o CEO comentou a integração regional na Europa, dizendo que não há interesse em criar um mercado único de serviços financeiros entre países. Também negou planos de expansão corporativa com a BPI ou lançamento da marca Imagin em Portugal.
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