- Dívida bruta do setor público chegou a 80,1% do PIB em março, ante 79,2% em fevereiro.
- Dívida líquida subiu para 66,8% do PIB, frente a 65,5% no mês anterior.
- Déficit primário consolidado de março ficou em R$ 80,676 bilhões, acima da previsão de R$ 66,75 bilhões.
- Governo central respondeu por déficit de R$ 74,813 bilhões; governos regionais, R$ 5,394 bilhões; estatais, R$ 469 milhões.
- O conjunto aumenta a percepção de pressão sobre o ajuste fiscal, impactando juros, inflação e confiança na trajetória das contas em 2026.
A dívida pública do Brasil voltou a subir acima do esperado em março, pressionando o cenário fiscal. Dados do Banco Central mostram que a dívida bruta atingiu 80,1% do PIB, ante 79,2% em fevereiro e 79,6% projetado pelo mercado.
A dívida líquida do setor público também avançou, passando de 65,5% para 66,8% do PIB, acima da expectativa de 66,1%. O movimento indica deterioração da dinâmica fiscal em meio a juros elevados.
Déficit primário
O conjunto do setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 80,676 bilhões em março, acima da previsão de R$ 66,75 bilhões. O resultado foi puxado principalmente pelo governo central, com déficit de R$ 74,813 bilhões.
Os governos regionais (Estados e municípios) tiveram déficit de R$ 5,394 bilhões, enquanto as estatais registraram déficit de R$ 469 milhões. O desempenho reforça a percepção de pressão sobre o arcabouço fiscal.
Perspectivas de mercado
A combinação de dívida crescente e déficit acima do esperado alimenta dúvidas sobre a trajetória fiscal em 2026. Analistas avaliam impactos potenciais sobre juros, inflação e confiança dos investidores.
A leitura aponta para maior escrutínio sobre planos de ajuste fiscal e sobre metas fiscais, mantendo o tema no radar de participantes do mercado. As informações são do BPMoney.
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