- Draiven capta R$ 3 milhões em rodada liderada pelo Asterismus Capital, com a aquisição da Rabt Automation, para acelerar a expansão internacional.
- A startup mira valuation superior a US$ 100 milhões nos próximos três anos, com foco em fintechs e meios de pagamento; 70% dos recursos vão para crescimento e comercialização, 30% para tecnologia.
- Planos de abrir escritórios: São Paulo já em 4 de maio, Lisboa em junho e São Francisco ainda em 2026.
- A Draiven destaca arquitetura proprietária de IA, LIP (protocolo de interface aberto) e IBEC (controle de acesso baseado em intenções), além de não armazenar dados dos clientes e usar criptografia ponta a ponta.
- A empresa afirma ROI potencial de 13 a 15 vezes o investimento já nas primeiras semanas, com liderança de projetos de IA em nível executivo para traduzir IA em resultados financeiros.
A Draiven, startup de IA voltada a transformar dados corporativos em decisões estratégicas, captou R$ 3 milhões em sua primeira rodada institucional. O aporte, liderado pelo fundo americano Asterismus Capital, também envolve a aquisição da Rabt Automation. O objetivo é acelerar vendas e consolidar parcerias com fintechs e meios de pagamento.
O investimento será majoritariamente destinado ao crescimento de receita no Brasil e no exterior, com foco em expansão, marketing e contratação de talentos. Cerca de 70% dos recursos vão para área comercial e internacional, enquanto 30% ficam para desenvolvimento tecnológico. A Draiven já havia atingido breakeven antes da captação.
A escolha pelo Asterismus não se deu apenas pelo capital. Segundo o CEO e cofundador Carlos Schmiedel, o fundo oferece expansão internacional alinhada à visão de IA global da empresa. O COO Carlos Pereira acrescenta que o acesso a clientes fora do Brasil é um benefício estratégico.
Aquisição da Rabt Automation
Na mesma frente, a Draiven anunciou a aquisição da Rabt Automation, especializada em desenvolvimento de software e automações low-code. A integração amplia a oferta de serviços da Draiven, com a Rabt atuando como braço operacional da empresa.
A fusão cria um hub de automação com IA, levando decisões recomendadas a serem implementadas diretamente na operação do cliente. Segundo Pereira, a integração respeita a cultura da Rabt e busca somar equipes, gerando uma nova cultura unificada.
Nova estrutura de atuação e liderança em IA
Entre os destaques, foi criado o cargo de AI Tech Lead, para diagnosticar desafios organizacionais e direcionar projetos de IA com foco financeiro. O profissional atua junto à camada executiva, mapeando processos e definindo o caminho de IA no curto e médio prazo.
Dados da tecnologia da Draiven destacam que um minuto de operação de IA pode economizar várias horas de trabalho manual, gerando ROI significativo nas primeiras semanas. A empresa utiliza um dashboard para demonstrar ganhos em tempo real aos clientes.
Planos de expansão internacional
A Draiven planeja abrir escritórios em São Paulo (4 de maio), Lisboa (junho) e São Francisco (2026). A empresa enfatiza que não armazena dados dos clientes; as informações são consultadas em tempo real e descartadas após cada operação, com modelos isolados para cada cliente.
O protocolo open-source LIP, disponível no GitHub, opera sobre o MCP e facilita negociações entre agentes de IA de forma segura. O IBEC, sistema de controle de acesso baseado em intenções, impede ações não autorizadas ou solicita aprovação humana quando necessário.
Competitividade e próximos passos
Os fundadores destacam vantagem competitiva pela proximidade: a Draiven atua onde grandes players não chegam. A empresa já se prepara para novas rodadas de captação, com governança, board e documentação estruturados para facilitar aportes futuros.
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