- A Grano Alimentos, do Rio Grande do Sul, passa a ter a Cleam Capital como novo controlador após aquisição de aproximadamente 75% da operação.
- A empresa faturou cerca de R$ 300 milhões no último ano e traça meta de chegar a R$ 1 bilhão de receita em cinco anos.
- O plano inclui expansão logística, com investimentos em centros de distribuição e armazenamento para tornar a operação mais eficiente e reduzir custos.
- A estratégia também prevê crescimento em novas frentes, como frutas congeladas, exportação e maior atuação em regiões Nordeste e Centro-Oeste, além de ampliar a presença no varejo, food service e produção para terceiros (co-packer).
- Hoje, a Grano atua com mais de trinta por cento do consumo de vegetais congelados no Brasil atendido por seus produtos, buscando substituir parte de importações com produção nacional.
A Grano Alimentos, de Rio Grande do Sul, inicia uma nova fase após a entrada da Cleam Capital em seu capital. A investidora assumiu o controle da empresa, que registrou cerca de R$ 300 milhões em receita no último ano, e traça o objetivo de chegar a R$ 1 bilhão em cinco anos.
A companhia figura como líder no mercado de vegetais congelados, com mais de 40% de participação. O plano envolve expansão logística, melhoria de eficiência e novas frentes de crescimento para sustentar o salto de receita.
O movimento acontece em meio a um cenário em que o consumo de produtos congelados ganha espaço pela praticidade, redução de desperdício e busca por alimentação mais saudável. A Grano aposta em ampliar presença nas regiões onde hoje atua de forma menos intensa.
A meta de crescimento não depende apenas de ganhar participação entre concorrentes diretos, mas também de explorar novos nichos dentro do setor, incluindo categorias adjacentes e exportação.
Estrutura do crescimento e logística
Hoje, a maior parte do consumo ainda é de produtos frescos, o que reforça a importância da logística para ampliar o atendimento. Cerca de 70% das vendas da Grano ficam nas regiões Sul e Sudeste; Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentam menor alcance.
Segundo o CEO Fernando Giansante, mais da metade da população brasileira ainda tem pouco acesso ao produto. O foco no curto prazo está na expansão de centros de distribuição e armazenamento para reduzir custos e viabilizar preços competitivos.
Giansante afirma que, hoje, mais de 30% do consumo de vegetais congelados é atendido por importados, reflexo de gargalos logísticos. A Grano pretende usar cabotagem e estruturas regionais para tornar a operação mais eficiente.
Novas frentes de crescimento
Entre as avenidas de crescimento, a Grano avalia a entrada em categorias adjacentes, como frutas congeladas, que dialogam com o portfólio atual. A empresa também mira a exportação, ainda pouco explorada pela indústria nacional.
Dados internacionais mostram que países como o Equador exportam quantidades expressivas de brócolis para os EUA, o que destaca o potencial competitivo para o Brasil caso haja ganhos de escala e custos.
A empresa conhece os desafios de competir com grandes players globais, incluindo China e países europeus, mas conta com certificações internacionais já obtidas para avançar no mercado externo.
Papel da Cleam Capital e próximos passos
A Cleam Capital passa a ser o principal controlador, trazendo capital, tecnologia e visão de expansão. A transação envolveu a aquisição de aproximadamente 75% da operação, com possibilidade de aumento da participação conforme decisão dos acionistas minoritários.
Para o CEO, o novo investidor representa aceleração de um plano já existente, com maior capacidade de execução e escala. A Grano opera, hoje, em três frentes: varejo, food service e produção para terceiros, fortalecendo a capilaridade do portfólio. A empresa emprega cerca de 300 funcionários e concentra a produção na Serra Gaúcha.
A estratégia é sustentar o crescimento por meio de escala, distribuição mais ampla e novos investimentos, mantendo as marcas atuais e buscando maior penetração nacional.
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