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IA transforma o marketing em banda de jazz, aponta estudo

IA redefine o marketing como jazz orquestrado: personalização profunda, governança e dados estruturados são essenciais para evitar desordem

Banda de jazz fictícia formada por CEOs: a partir da esquerda, Shailesh Jejurikar (Procter & Gamble), Dario Amodei (Anthropic), Shantanu Narayen (Adobe), Sam Altman (OpenAI) e Jensen Huang (Nvidia) - Ilustração: Paulo Silvestre
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  • Durante o Adobe Summit, em Las Vegas, o CEO da Procter & Gamble disse que a IA está permitindo um novo relacionamento entre marcas e clientes, comparando o marketing a uma banda de jazz.
  • A ideia é que a IA viabilize entregas personalizadas em larga escala, com improvisação contínua, porém coordenada entre várias ações e canais.
  • O paralelo aponta que o marketing com IA pode ser mais flexível que o tradicional, mantendo a identidade da marca, mas requer uma base sólida de dados, modelos treinados para a marca, sistemas de orquestração e governança.
  • Sem integração e governança, o uso de IA pode gerar conteúdos desalinhados, reforçar vieses e criar ruído entre áreas, desviando do objetivo estratégico.
  • O desafio atual é usar o improviso tecnológico para evitar que tudo soe igual, mantendo direção humana para orientar inovação e manter a consistência da marca.

A IA está mudando o marketing de forma drástica, com analogia de jazz para indicar flexibilidade e escalabilidade. A ideia ganhou destaque no Adobe Summit, realizado entre 20 e 22 de abril em Las Vegas, durante a entrevista entre executivos de peso no palco principal.

Shailesh Jejurikar, CEO da Procter & Gamble, descreveu que a IA cria um novo relacionamento entre marcas e consumidores. Para ele, a prática se aproxima de músicos de jazz que convivem com improvisação, porém com coordenação e escala de uma orquestra.

Segundo o executivo, o marketing contemporâneo pode personalizar marcas de forma profunda, alcançando indivíduos sem perder a identidade da empresa. A metáfora sinaliza uma transição de modelos centralizados para abordagens mais personalizadas.

Jejurikar comparou o marketing anterior, mais parecido com rock ou pop, ao atual marco da IA, que favorece experiências personalizadas e contínuas, com maior capacidade de entrega.

A ideia é que o marketing com IA se mova como jazz: flexível, adaptável e capaz de variar simultaneamente, sem perder a coesão da estratégia, desde que haja base estruturada.

Essa base envolve dados confiáveis, modelos treinados com a marca, sistemas de orquestração em tempo real e governança para manter consistência e segurança, evitando variações fora do tom.

A partir desse modelo, a IA precisa saber quando improvisar e quando seguir a partitura, segundo a visão dos executivos. Do contrário, o marketing pode virar uma jam session desordenada.

Sem integração entre áreas, surgem IAs distintas, gerando ruído e erosionando a confiança do público. A falta de alinhamento impede controle sobre a identidade da marca.

O texto aponta ainda que o marketing pode abandonar a ideia de campanhas fixas e funis de venda, ao passo que plataformas de IA definem relevância e critérios de maneira não transparente.

O desafio central é manter inovação real com direção humana, para que o improviso tecnológico não leve à repetição em massa ou conteúdo desalinhado.

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