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Justiça suspende leilão da Anatel que ampliaria sinal de celular.

Justiça suspende leilão da Agência Nacional de Telecomunicações na faixa setecentos megahertz que ampliaria cobertura em áreas remotas, após ação que aponta restrições à concorrência

A Anatel afirma que o certame está de acordo com diretrizes do Ministério das Comunicações
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  • Justiça Federal de São Paulo suspende o leilão da faixa de setecentos MHz da Anatel, previsto para 30 de abril de 2026, até o julgamento do mérito.
  • A decisão atendeu a mandado de segurança coletivo da TelComp, que aponta restrições à concorrência e favorecimento a grandes grupos, citando, entre outros pontos, vedação à formação de consórcios e exigência de autorização de uso da radiofrequência na faixa de três vírgula cinco gigahertz na primeira rodada.
  • Os envelopes com as propostas devem permanecer guardados na sala-cofre da Anatel, conforme a decisão proferida na véspera de 30 de abril.
  • A Anatel informou que vai recorrer, sustenta a legalidade do modelo e afirma que o certame está de acordo com diretrizes do Ministério das Comunicações, com destinação prioritária para operadoras regionais já autorizadas a usar a faixa de três vírgula cinco gigahertz.
  • O leilão previa investir cerca de R$ dois bilhões em serviços em 864 localidades, com foco em áreas rurais e rodovias, ofertando subfaixas de 708 a 718 MHz e de 763 a 773 MHz em regime não arrecadatório.

A Justiça Federal de São Paulo suspendeu o leilão da faixa de 700 MHz, previsto pela Anatel para ampliar o sinal de celular em áreas remotas e rodovias do Brasil. A decisão atendeu a um mandado de segurança coletivo apresentado pela TelComp, que critica as regras do edital quanto à competição.

A liminar foi anunciada pelo TRF-3 na noite de quarta-feira. Os envelopes com as propostas, que dariam início ao leilão, ficarão guardados na sala-cofre da Anatel até o julgamento do mérito. A norma questionada envolve a vedação de consórcios e a exigência de autorização de uso da faixa de 3,5 GHz já regionalizada.

A Anatel afirmou que o certame está alinhado às diretrizes do Ministério das Comunicações e que a destinação das frequências privilegia operadoras regionais já autorizadas a usar a faixa de 3,5 GHz. A agência informou que já toma medidas para reverter a decisão, defendendo a legalidade do modelo e a segurança jurídica do processo.

No leilão, a faixa 700 MHz incluiria subfaixas de 708–718 MHz e 763–773 MHz, com investimento estimado de cerca de R$ 2 bilhões. A meta é atender 864 localidades, além de ampliar o sinal em aproximadamente 6,5 mil quilômetros de rodovias em 16 estados.

O edital, de caráter não arrecadatório, exigiria compromissos diretos de investimento em infraestrutura e modernização das redes, em vez de priorizar ganhos financeiros para o governo. O objetivo é ampliar a conectividade em áreas com menor cobertura.

O conselheiro Edson Holanda destacou, durante o anúncio da suspensão, que a judicialização do processo pode prejudicar participantes que não estão na disputa. A posição ressalta a tensão entre interesses regulatórios e a atuação de operadores do setor.

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