- A Kora Saúde entrou com pedido de reestruturação extrajudicial, na última quarta-feira, envolvendo a holding e planos para subsidiárias.
- O objetivo é reestruturar cerca de R$ 1,3 bilhão em dívida financeira.
- A empresa é controlada pela gestora de private equity HIG Capital.
- A Kora Saúde tem 11 mil colaboradores e é um dos maiores grupos hospitalares privados do Brasil, sediado no Espírito Santo; a expansão financiada por dívida durante a pandemia aumentou custos operacionais.
- A companhia não emitiu títulos globais e toda a dívida está em moeda local.
A Kora Saúde pediu reestruturação extrajudicial visando ajustar cerca de R$ 1,3 bilhão em dívidas financeiras. O movimento ocorre após meses de negociações com credores e envolve a holding do grupo, controlada pela gestora de private equity HIG Capital.
Segundo documento apresentado na noite de quarta-feira, o plano de reestruturação contempla as subsidiárias, assegurando que fornecedores, clientes e pacientes não sejam impactados pelo processo. A medida acompanha a estratégia do grupo de preservar operação.
Com 11 mil colaboradores, a Kora é um dos maiores grupos hospitalares privados do Brasil e líder no Espírito Santo, onde tem atuação relevante. O aumento dos custos operacionais e o fluxo de caixa pressionados por dívida contraída na expansão durante a pandemia são citados como fatores.
A elevação das taxas de juros elevou as despesas financeiras, pressionando margens e o nível de alavancagem. O documento ressalta que o ciclo de expansão ocorreu em um cenário macroeconômico substancialmente diferente do atual.
A Kora não possui títulos globais; toda a dívida é denominada em moeda local, conforme dados da Bloomberg. O pedido foi feito na quarta-feira, dia 29, em meio a um contexto em que empresas recorrem a acordos extrajudiciais pela rapidez e menor impacto operacional.
Contexto do setor
Diversas companhias brasileiras buscavam medidas parecidas neste ano, complementando a tendência de ciclos de juros altos. Entre elas estão Raízen e Companhia Brasileira de Distribuição, além de Alliança Saúde e Participações e Oncoclínicas, que procuraram proteção temporária ou reestruturação.
Caso a Kuora avance com o acordo, credores que participarem podem tornar o texto vinculante por meio de decisão judicial, permitindo a continuidade das negociações. Se não houver acordo suficiente, a empresa pode recorrer à recuperação judicial. Crédito: Bloomberg.
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