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Memória: faturamento no 1º tri de 2026 supera todo 2025; preços sobem 40%

Fabricantes de memória registram lucro recorde no primeiro trimestre de 2026, superior a todo 2025, com reajuste de preços previsto em cerca de 40%

Créditos: Reprodução/DALL-E
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  • Principais fabricantes de memória fecharam o primeiro trimestre de 2026 com lucros que, em alguns casos, já superam o resultado de todo 2025, impulsionados pela demanda por DRAM e NAND Flash para IA em data centers.
  • Adata teve o melhor trimestre em 25 anos, com lucro líquido de NT$ 9,53 bilhões e receita de NT$ 26,1 bilhões (aprox. US$ 800 milhões); margens altas e EPS recorde.
  • Outras empresas taiwanesas também registraram resultados fortes, como Macronix, Apacer, Team Group e Nanya Technology, com destaque para a Nanya em parceria com a NVIDIA para LPDDR5X.
  • As fabricantes sinalizam reajuste de preços em torno de 40% a partir de abril; TrendForce projeta altas contínuas no segundo trimestre em DRAM e NAND Flash.
  • A Samsung enfrenta greve de 18 dias que pode reduzir até 4% da produção global de DRAM e NAND; no Brasil, isso já se reflete em aumentos de preços de módulos e notebooks.

Os fabricantes de memória encerraram o primeiro trimestre de 2026 com lucros acima do desempenho de 2025, impulsionados pela alta demanda por DRAM e NAND Flash, estimulada pela expansão da IA em data centers. O quadro aponta para reajustes de preços ainda neste ano.

A ADATA, gigante taiwanesa, destacou-se ao registrar lucro líquido de NT$ 9,53 bilhões no 1º trimestre, alta de 17 vezes frente igual período de 2025. A receita ficou em NT$ 26,1 bilhões, cerca de US$ 800 milhões, segundo o Commercial Times.

A margem bruta da empresa atingiu 55,69%, com margem operacional de 47,1% e líquida de 49,2%. O lucro por ação foi NT$ 30,05, o maior em 25 anos de atuação da companhia.

Outras fabricantes também tiveram resultados expressivos, com margens elevadas. Macronix, Apacer, Team Group e Nanya Technology registraram balanços fortes, refletindo a mesma demanda de memória para servidores e dispositivos.

A Nanya, por sua vez, teve recorde de receita e foi escolhida pela NVIDIA para fornecimento de LPDDR5X na plataforma Vera Rubin. A Samsung, que migrou capacidade para produtos de maior margem, também figura como referência do mercado.

Segundo a TrendForce, o primeiro trimestre deve ter alta de 90% a 95% em DRAM convencional ante o trimestre anterior, e o segundo trimestre deve trazer avanços de 58% a 63% em DRAM e 70% a 75% em NAND Flash.

A projeção aponta para uma persistência de aperto na oferta, com a Samsung e outras fornecedoras reprecificando com maior frequência. A Apple também ajusta cadeias, removendo opções de upgrade em alguns modelos.

A razão para a escassez é a corrida pela IA generativa. Provedores de nuvem fecham LTAs para travar capacidade futura, deslocando pedidos de consumo para o fim da fila. Na NAND, SSDs corporativos concentram maior lucratividade e produção.

A tendência deve se prolongar até, pelo menos, o fim de 2027, com novas fábricas só ganhando ritmo significativo em 2028, segundo a TrendForce. O cenário sugere reajustes de preços ao varejo neste ano.

A Samsung acumula greve de 18 dias em linha de produção, estimando queda de até 4% da oferta global de DRAM e NAND. A recuperação pode levar duas a três semanas após o encerramento da paralisação.

No Brasil, o efeito chega com atraso. Módulos DDR5 de 16 GB já passam dos R$ 900 em lojas, e Dell e Lenovo sinalizam reajustes de até 15% em notebooks. A Framework já sinalizou aumento de preço em PCs prontos.

A IDC revisou perspectivas e prevê alta de 4% a 8% no preço médio dos computadores em 2026, conforme a intensidade da repasse das fabricantes ao consumidor final.

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