- O preço da gasolina e do diesel no Reino Unido subiu desde o início do conflito entre EUA, Israel e Irã, com a volatilidade do Brent chegando a acima de 126 dólares o barril em determinado momento; a gasolina chegou a 158,3p por litro e o diesel a 191,5p por litro.
- A RAC informou que, desde 16 de abril, os preços médios começaram a recuar levemente após 46 dias de altas, o maior período de elevações seguidas já registrado.
- Analistas dizem que cada aumento de 10 dólares no preço do petróleo eleva o preço na bomba em cerca de 7p por litro; movimentos no atacado costumam demorar cerca de quinze dias para refletir nos postos.
- O estreito de Hormuz continua crucial: cerca de 20% do petróleo e gás natural do mundo passam por lá, que está praticamente fechado desde o início do conflito; a incerteza sustenta os preços acima dos níveis pré-guerra.
- O Reino Unido depende de importações de petróleo e gás, principalmente dos EUA e da Noruega; autoridades trabalham em medidas, como um esquema de comparação de custos de combustível, enquanto sinais sobre possível eventual desabastecimento são monitorados.
A cidadeira britânica tem acompanhado alta nos preços de gasolina e diesel desde o início do conflito entre EUA, Israel e Irã, em fevereiro. O RAC aponta que os valores estão recuando, mas ainda permanecem acima de níveis pré-crise.
O aumento surgiu quando a produção e o transporte de energia no Oriente Médio ficaram mais lentos ou pararam devido a ataques com mísseis e drones. A volatilidade do Brent, referência global, elevou-se a mais de 126 dólares por barril em um momento.
Impacto nos preços no posto
Analistas dizem que cada aumento de 10 dólares no preço do petróleo eleva o litro de combustível em cerca de 7 centavos de libra, refletindo nos postos britânicos. O custo para encher um carro familiar subiu cerca de 14 libras; um tanque de diesel ficou 27 libras mais caro.
A RAC apurou picos: gasolina a 158,3p por litro e diesel a 191,5p. A tendência, porém, sinaliza recuo desde 16 de abril, após 46 dias seguidos de alta, com médias de 157,1p (gasolina) e 188,9p (diesel).
Perspectivas e contexto econômico
Embora aktuais, os valores ainda ficam abaixo das máximas de verões de 2022, quando gasolina chegou a 191,5p e diesel a 199p. Movimentos nos preços de óleo demoram cerca de 15 dias a aparecer nos postos, por conta da cadeia de transporte.
A investigação sobre suposto abuso de preços continua, com a Riot reguladora formalmente analisando acusações. Já a forma de ofertas entre postos mostra uma maior transparência por meio de um esquema regulatório.
Hormuz e fornecimento
O canal de Hormuz permanece com papel central: cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundial passam pela região, e o estreito está, de fato, fechado desde o início do conflito. Analistas indicam que a evacuação e a passagem de navios seguem restritas, elevando a incerteza.
A situação geopolítica ajuda a manter os preços acima dos níveis pré-crise. Danos a instalações de óleo e gás na região também reduzem a capacidade de refino, agravando o cenário.
Importação e segurança energética do Reino Unido
O Reino Unido depende fortemente de importações de petróleo e gás, principalmente dos EUA e da Noruega. Embora haja produção no Mar do Norte, grande parte é exportada para refino externo. O preço global do óleo influencia diretamente o custo interno.
O governo britânico lançou, recentemente, um programa para permitir que motoristas comparem preços entre postos. A Agência Internacional de Energia (IEA) aponta medidas para reduzir consumo em resposta ao choque, como home office e carona.
Possíveis impactos futuros
O secretário de Economia afirmou que não há escassez imediata de combustível no país. Analistas divergem sobre a necessidade de aumentar licenças de perfuração no Mar do Norte para conter altas de preço. A extensão de medidas dependerá do andamento das negociações e da estabilidade de Hormuz.
As projeções para o curto prazo apontam que os preços imobiliários de energia podem permanecer acima dos níveis pré-crise, caso a incerteza sobre Hormuz persista.
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