- O petróleo Brent sobe a $124 o barril, menor nível em quase quatro anos, devido à falta de avanços para reabrir o estreito de Ormuz.
- Bolsas asiáticas caem: Nikkei 225 perde 1,4%, Shanghai Composite quase estável e Hang Seng cai 1,5%; futuros nos EUA apontam leve alta e o EuroStoxx 50 deve abrir com queda.
- Preço da commodity avança pela nona sessão, maior sequência desde maio de 2022, com alta acumulada superior a cem por cento neste ano.
- Ataque dos EUA e de Israel contra o Irã e a declaração do presidente americano sobre manter o bloqueio naval contribuíram para o rali do petróleo; Fed manteve os juros e Powell alertou sobre riscos inflacionários ligados à energia.
- Após Amazon, Microsoft, Alphabet e Meta, Apple divulgará resultados; Alphabet registra ganhos após o pregão, enquanto Meta registra queda.
O preço do petróleo atingiu 124 dólares por barril, com alta superior a 5%, em razão da falta de avanços na reabertura do estreito de Ormuz. A elevação ocorre em meio a um clima de cautela nos mercados, mesmo com resultados de grandes empresas de tecnologia.
As bolsas da Ásia fecharam em verde ou em queda modesta, com o Nikkei caindo 1,4%, o Shanghai Composite deixando-se ficar próximo da estabilidade e o Hang Seng recuando 1,5%. Nos EUA, os futuros apontam para leve alta; na Europa, o EuroStoxx 50 opera com queda de cerca de 0,5%.
A escalada do petróleo já dura nove sessões, estendendo a tendência de alta mais longa desde maio de 2022. O preço subiu mais de 100% neste ano, impulsionado por fatores geopolíticos e, mais recentemente, por declarações associadas a conflitos envolvendo o Irã.
Analistas apontam que a ausência de acordo nuclear com Teerã sustenta o movimento de alta. Além disso, o mercado observa incertezas sobre a política monetária, com decisões de bancos centrais no radar para as próximas sessões.
Após resultados de Amazon, Microsoft, Alphabet e Meta, hoje é a vez da Apple divulgar seus números. O desempenho de Alphabet tem sido forte em operações fora de horário, em contraste com Meta, que registrou queda.
Os mercados refletem ainda a expectativa de decisões do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra, com impactos dependentes de novos dados de inflação e crescimento. No cenário interno, as atenções seguem voltadas para ajustes monetários globais.
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