- A inflação no Reino Unido ficou em 3,3% em março, acima da meta de 2% do Banco da Inglaterra e maior do que os 3,0% de janeiro e fevereiro.
- O avanço foi puxado por tarifas de energia e combustíveis, além de maiores custos com passagens aéreas e alimentos, em meio ao conflito entre EUA, Israel e Irã.
- A inflação núcleo (core) ficou em 3,1% nos 12 meses até março, abaixo da leitura de fevereiro.
- O Banco da Inglaterra já manteve a taxa em 3,75% após cortes desde agosto de dois mil e vinte e quatro, mas a guerra no Oriente Médio pode atrasar novas quedas ou até provocar alta.
- Análises oficiais indicavam inflação próxima de 2% nos próximos cinco anos, mas o choque causado pelo Irã alterou essas projeções, sugerindo possíveis altas futuras dependendo do preço do petróleo.
O índice de inflação do Reino Unido subiu para 3,3% no ano até março, ante 3% nos dois meses anteriores, dentro de um cenário de preços mais altos em energia, combustíveis e alimentos. O aumento eletriza as expectativas de trajetória da política monetária.
A leitura oficial é da Office for National Statistics (ONS). O levantamento aponta que a alta de março foi provocada principalmente por tarifas de energia e passagens aéreas, além de custos com alimentação. O RBI mantém o foco na inflação de núcleo para guiar decisões.
Fatores que impulsionaram a inflação
A ONS destacou a volatilidade de preços de energia e combustíveis como gatilho principal. Em paralelo, os custos com alimentação também contribuíram para o avanço, com variações em chocolate, carnes, peixes e bebidas açucaradas.
A inflação de núcleo ficou em 3,1% nos 12 meses até março, na contramão da queda de fevereiro, que havia sido 3,2%. Esses dados ajudam o Banco da Inglaterra a avaliar a necessidade de reajustes adicionais de juros.
Política monetária e cenário de juros
O Banco da Inglaterra reduziu as taxas seis vezes desde agosto de 2024, chegando a 3,75%, nível mais baixo desde início de 2023. A previsão previa retorno à meta de 2% ao longo dos próximos anos, antes da intensificação do conflito no Oriente Médio.
O aperto de política pode ser reativado se o preço do petróleo permanecer elevado. Em abril, o banco avisou que há espaço para novas altas caso a inflação se mantenha pressionada.
Situação atual e próximas decisões
A ata do comitê de política monetária sinalizou a firmeza da taxa em 3,75% na reunião de março, diante da pressão inflacionária. O mercado aguarda o próximo posicionamento, marcado para 18 de junho, com expectativa de eventual ajuste conforme externos.
Dados de empregos indicam evolução heterogênea: remuneração média teve leve ganho real frente à inflação entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, porém o ritmo é mais fraco desde 2020. A taxa de desemprego ficou em 4,9% no trimestre até fevereiro.
Perspectivas internacionais e conclusão informativa
Comparações com EUA e zona do euro mostram políticas divergentes, com juros europeus mais baixos e ambiente inflacionário mais contido. Fontes oficiais ressaltam que o cenário externo, especialmente conflitos geopolíticos, pode ampliar pressões de preço daqui em diante.
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