- No dia da possível última reunião de Jerome Powell à frente do Federal Reserve, o foco é em quem liderará o banco, Kevin Warsh.
- Warsh recebeu apoio do Comitê de Banca do Senado em votação de 13 a 11, na linha partidária.
- Ele se apresenta como articulador de uma “mudança de regime”, rompendo com a era de Bernanke, Yellen e Powell.
- Warsh tem criticado a condução da inflação durante a pandemia e sinaliza repensar como os economistas modelam as pressões de preço.
- Caso assuma, pode buscar maior uso de análise de oferta e considerar indicadores de inflação alternativos que minimizem picos causados por tarifas.
On the dia em que pode ser a última reunião de Jerome Powell à frente do Federal Reserve, a pauta muda de uma visão estável de curto prazo para o que acontece a seguir sob a liderança de Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para comandar o banco central. Warsh recebeu o apoio do Comitê de Banca do Senado em votação apertada, 13 a 11, com base em alinhamento partidário.
Segundo Krishna Guha, da Evercore ISI, Warsh se apresenta como arquiteto de uma mudança de regime, rompendo com a era de Ben Bernanke, Janet Yellen e Powell. Guha aponta que ele tem sido crítico da condução da inflação durante a pandemia, sinalizando a intenção de revisar como os formuladores modelam pressões de preços.
Warsh também tende a enfatizar a necessidade de ampliar a análise de oferta e, possivelmente, adotar indicadores de inflação alternativos que deem menos peso a picos guiados por tarifas. A avaliação sugere que suas ideias podem aumentar a volatilidade e a incerteza sobre a trajetória da política monetária.
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