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Acordo Mercosul-UE entra em vigor e amplia mercado para exportações brasileiras

Mercosul–Unição Europeia entra em vigor após vinte e cinco anos; cinco mil produtos brasileiros ficam isentos de tarifas, com ganho inicial de cerca de US$ 1 bilhão

A entrada em vigor do Acordo UE-Mercoul a partir desta sexta-feira, 1° de maio, vai impulsionar diversos setores da economia brasileira.
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  • O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia entra em vigor em 1° de maio, após vinte e cinco anos de negociações, abrindo tarifas para cinco mil produtos brasileiros.
  • Desses, quinhentos e quarenta e três itens já terão tarifa zero de imediato; outros produtos terão redução gradual de tarifas nos próximos anos, com cotas para carnes, mel, cachaça e aves.
  • A expectativa é de aumento nas exportações brasileiras de pouco mais de US$ 1 bilhão no primeiro ano de vigência, dentro de um total que envolve US$ 3,4 trilhões anuais em importações pela UE.
  • Setores com maior potencial incluem aeronaves, motores elétricos, couros, uvas de mesa, máquinas, automóveis, autopeças, materiais de construção e energia limpa.
  • O marco foi celebrado por líderes do Mercosul e pela presidente da Comissão Europeia, em videoconferência, considerado uma vitória diplomática e um impulso estratégico para o governo Lula.

O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor nesta sexta-feira, 1° de maio. Milhares de produtos brasileiros passam a ter tarifa zero ou redução gradual, após 25 anos de negociações. A formalização ocorreu por videoconferência com autoridades dos quatro países do Mercosul e líderes europeus.

Cinco mil produtos brasileiros ficam isentos de tarifas de imediato. Entre eles, 543 itens já começam com tarifa zero, segundo a ApexBrasil, o que deve elevar as exportações em pouco mais de US$ 1 bilhão no primeiro ano. Outras linhas terão cortes progressivos nos próximos anos.

A assinatura marca acesso de o Brasil a um mercado europeu de cerca de US$ 3,4 trilhões em importações anuais, o que representa vantagem estratégica para setores exportadores. Acordos de preferência e cotas feitos para carnes, mel, cachaça e outros itens compõem o regime inicial.

Setores que vão decolar

Aviões civis deve enfrentar tarifa zerada em quatro anos, beneficiando o Brasil, grande produtor aeronáutico. O setor de motores elétricos de baixa tensão está entre os itens com maior potencial de expansão, diante do alto volume de compras da UE. Couros também devem ganhar competitividade com redução de tarifas.

As uvas de mesa são exemplo importante: a tarifa de 8% será eliminada, o que pode aumentar as exportações para a UE, que compra cerca de US$ 3,3 bilhões em importações anuais de uvas. Outros produtos listados incluem máquinas, equipamentos, combustíveis, automóveis, construção e calçados.

O acordo favorece ainda o setor de energia, com destaque para energias limpas, alinhado a diretrizes europeias. A queda de barreiras comerciais pode dinamizar cadeias produtivas nacionais.Se confirmar a tendência, as reduções tarifárias devem estimular investimentos e ampliar a participação brasileira em cadeias globais.

Celebração e contexto

A implementação foi anunciada em videoconferência com autoridades do Mercosul e com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu. A data simboliza um marco de cooperação comercial após décadas de negociação.

A ApexBrasil descreve o momento como entrada em uma sala exclusiva, destacando o tamanho do mercado europeu e as dificuldades históricas de acesso. Analistas veem a medida como impulso estratégico para exportações brasileiras, em cenário econômico global volátil.

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