- O acordo Mercosul-UE entra em vigor provisoriamente nesta sexta-feira, com redução de tarifas para vinhos europeus e espumantes.
- Garrafas com preço acima de US$ 8 por litro terão tarifa zerada imediatamente; itens com preço abaixo desse valor ficam isentos apenas após doze anos.
- Mais de cinco mil produtos do Mercosul devem ter tarifas reduzidas ao entrar no mercado europeu, com redução gradual para setores sensíveis.
- A liberalização completa pode alcançar mais de noventa por cento do comércio bilateral ao longo da implementação, com prazos variando entre UE e Mercosul.
- A assinatura ocorreu após vinte e seis anos de negociações; a parte comercial entra em vigor provisoriamente, enquanto a ratificação completa permanece pendente pela União Europeia.
Com o acordo Mercosul-UE entrando em vigor de forma provisória nesta sexta-feira, 1º, as negociações passam a impactar tarifas e fluxo comercial entre os blocos. Vitais para o setor vinícola, as mudanças começam a valer de imediato para parte das bebidas importadas.
A tarifa de importação sobre vinhos europeus e espumantes será reduzida a partir de hoje. Garrafas com preço acima de US$ 8 por litro terão a tarifa zerada na hora. Rótulos abaixo desse valor ficam livres de tarifas somente após 12 anos.
O acordo prevê que mais de 5 mil produtos do Mercosul terão acesso com tarifas reduzidas ao mercado europeu. Em setores sensíveis, a liberalização ocorre de forma gradual, com prazos de até 10 anos na UE, 15 anos no Mercosul e, em alguns casos, até 30 anos.
Avanços e implementação
Além da redução imediata para itens acima de US$ 8 por litro, a prática de liberalização avança conforme o andamento das ratificações. O acordo ainda depende de aprovação plena por todos os países da UE, etapa sem data prevista.
Com 26 anos de negociação, o acordo de livre comércio entre Mercosul e UE entrou em vigor de modo provisório após a conclusão de trâmites internos e a troca de notificações entre as partes. Originalmente anunciado em Montevidéu, em dezembro de 2024, o acordo segue para etapas de implementação e monitoramento.
O pacto envolve pilares políticos e de cooperação, que exigem ratificação completa para entrar em vigor na sua integralidade. Em paralelo, setores como vinhos, alimentos e manufaturas aguardam os desdobramentos das regras técnicas e sanitárias.
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