- O setor de telesserviços emprega cerca de 1,4 milhão de trabalhadores com carteira assinada no Brasil.
- A informalidade atinge aproximadamente 37,5% da população ocupada, equivalente a mais de 38 milhões de pessoas.
- O custo da folha de pagamento, que pode ultrapassar 70% dos custos totais no telesserviços, influencia decisões de contratação e expansão.
- A desoneração da folha de pagamentos, iniciada em 2011, gerou mais de 9 milhões de empregos formais até 2023, com criação de cerca de 81 mil vagas em janeiro de 2024 (dados da Brasscom).
- Há debate sobre modelos de tributação mais compatíveis com setores intensivos em mão de obra, incluindo a possibilidade de tributar o faturamento em vez da folha.
O setor de telesserviços é um dos grandes empregadores formais do Brasil, reunindo cerca de 1,4 milhão de trabalhadores com carteira assinada. A informação consta de análises sobre o mercado de trabalho e participação setorial.
Apesar dos avanços recentes, a informalidade still atinge aproximadamente 37,5% da população ocupada, o que representa mais de 38 milhões de pessoas, segundo o IBGE. O segmento é apontado como ferramenta de inclusão produtiva.
A folha de pagamento representa, em média, mais de 70% dos custos totais do setor de telesserviços, influenciando decisões de contratação e expansão. A desoneração da folha, iniciada em 2011, gerou resultados expressivos, com mais de 9 milhões de empregos formais até 2023.
Em janeiro de 2024, a desoneração ainda mantinha criação de vagas, cerca de 81 mil, com desempenho acima da média nacional, conforme a Brasscom. O tema aponta para a necessidade de políticas estáveis que mantenham a formalização.
Debate sobre tributação e incentivos
Mudanças tributárias que elevem a carga sobre serviços intensivos em mão de obra estão em evidência. Especialistas discutem opções como tributar o faturamento, em detrimento da folha, para manter a formalização em setores relevantes.
Além de eficiência econômica, a escolha de modelo tributário afeta salários, oportunidades e mobilidade social. Setores com alta participação de trabalhadores formais costumam responder de forma mais ágil a incentivos voltados à inclusão.
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