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Elevação de juros futura é mais provável por guerra no Irã, diz BCE

Guerra no Irã sustenta choque de energia, tornando mais provável alta de juros; o crescimento europeu deve ficar abaixo do previsto no curto prazo

Sede do BCE em Frankfurt, Alemanha 18/07/2024. REUTERS/Jana Rodenbusch/File Photo
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  • Madis Muller, dirigente do Banco Central Europeu e presidente do BC da Estônia, disse que subir juros no futuro é cada vez mais provável por causa da guerra no Irã.
  • Ele destacou que não há solução rápida para a crise no Oriente Médio, o que pode manter os preços da energia elevados por mais tempo.
  • Segundo Muller, o impacto da guerra nos preços de energia e no crescimento econômico ainda é difícil de medir, mas é a principal dúvida na decisão de aperto monetário.
  • Ele afirmou que, por causa do conflito, o crescimento no bloco deve ficar abaixo do esperado no curto prazo, com consumo possivelmente mais fraco.
  • Os mercados financeiros continuam confiantes de que a inflação ficará próxima de dois por cento no longo prazo, e o BCE está preparado para agir para atingir essa meta.

Apesar da guerra no Irã, o Banco Central Europeu (BCE) encara a possibilidade de alta de juros no futuro como cada vez mais provável. A avaliação surge após a discussão sobre aperto monetário na decisão de abril.

Madis Muller, dirigente do BCE e presidente do banco central da Estônia, afirma que não há solução rápida para o conflito no Oriente Médio, o que sustenta a visão de preços de energia elevados por um período prolongado.

Segundo Muller, o impacto econômico da guerra e do choque nos preços da energia ainda é difícil de medir. A decisão sobre eventual aumento da taxa dependerá de como esse choque afeta o crescimento.

A guerra tem potencial para manter o crescimento da zona do euros mais fraco do que o previsto no curto prazo. A leitura vem da queda nas expectativas de pedidos das empresas e da deterioração da confiança do consumidor.

Dados indicam que o consumo também pode ficar abaixo do esperado, sinalizando desaceleração econômica. Muller enfatiza que o BCE acompanha de perto esses sinais para calibrar políticas públicas.

O dirigente aponta ainda que os mercados financeiros não duvidam da capacidade do BCE de manter a inflação ao redor de 2% no longo prazo. A instituição, sob a liderança de Christine Lagarde, está preparada para agir conforme necessário.

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