- Em abril, a UnionPay lançou o Apop (Protocolo Aberto de Pagamento Agenitário) em Xangai, para transações autônomas em tempo real, já com dezenove parceiros.
- A Mastercard também iniciou pagamentos com agentes de IA certificados, de ponta a ponta e em tempo real, em regiões como Austrália, Singapura, América Latina e Hong Kong.
- Os principais entraves são a autorização voluntária do usuário, a comprovação da identidade do agente e a definição de responsabilidades legais em caso de erro ou fraude.
- Para evitar abusos, redes estão usando tokenização com controles de risco e autenticação biométrica; limites de valores e frequência de transações ajudam a evitar autorizações indevidas.
- Surge um “novo modelo de quatro partes” que inclui carteiras digitais e agentes de IA, com interoperabilidade entre plataformas e padrões unificados para apoiar pagamentos impulsionados por IA.
Empresas de pagamentos trabalham para manter transações com IA seguras, à medida que agentes de IA passam a executar compras e reservas. redes globais de cartões aceleram a criação de uma infraestrutura financeira capaz de verificar IA, usuário e pagamento em tempo real.
A UnionPay lançou em abril o Apop, o Protocolo Aberto de Pagamento Agenítico, em Xangai. A implementação valida transações autônomas entre IA e carteiras digitais, incluindo reservas de voos e pedidos de café via IA. 19 parceiros já aderiram.
A Mastercard também avança com pagamentos certificados por IA, com operação em tempo real em regiões como Austrália, Singapura, América Latina e Hong Kong desde março. As iniciativas visam permitir pagamentos IA compatíveis com regras anti-fraude e combate à lavagem de dinheiro.
Desafios
Os pagamentos com IA rompem a premissa humana de iniciação de transação, exigindo revisão profunda de controles de risco e responsabilidade legal. A principal dúvida é se o usuário autoriza uma operação quando a ação é executada por uma IA.
A autenticação da identidade do agente é outra barreira, para comprovar que o bot representa de fato o usuário. Reguladores e bancos consideram essencial confirmar quem opera o agente e quem responde por eventuais falhas.
Estrutura de segurança e fases
A UnionPay descreve três fases: apoio de IA na comparação de preços e conclusão de transação; pagamentos autônomos condicionais; e autonomia total, com ações ditadas por instruções vagas do usuário. A transição envolve mudanças em regras de negócio, risco e reembolsos.
A respeito da identificação, a iniciativa propõe um registro público de IA baseado em padrões de Conheça Seu Agente (KYA). Além do KYA, aparecem componentes como KYM (Conheça Seu Comerciante) e autenticação de usuário final para gerenciar autorização e intenção.
Tokenização e limites
Para reduzir pagamentos não autorizados, redes adotam tokens de IA com autenticação biométrica e limites de risco. A UnionPay utiliza tokens de uso único com regras que restringem frequência e valores gastos, buscando evitar autoridade excessiva a um agente.
Para transações de maior valor, a validação humana permanece necessária. Debates sobre a exigência de dupla autorização perpassam decisões de conformidade, com menor fricção sendo desejável para a adoção.
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