- O acordo provisório entre Mercosul e União Europeia entra em vigor em 1º de maio, com impacto estimado de US$ 1 bilhão nas exportações brasileiras para a UE no primeiro ano.
- Cerca de cinco mil produtos do Mercosul terão acesso tariffário zero à UE a partir de hoje, com destaque para aeronaves, motores elétricos, couros, uva e mel.
- O acordo prevê reduções tarifárias escalonadas: até 10 a 15 anos para a maioria dos setores, até 30 anos para veículos elétricos, híbridos e novas tecnologias.
- O setor agroindustrial pode ganhar até US$ 5 bilhões por ano com o liberalização gradual, com a UE sendo o segundo maior destino do agronegócio brasileiro.
- A ApexBrasil e a Confederação Nacional da Indústria estimam ganhos expressivos em diversos setores, incluindo frutas, máquinas e equipamentos, couro e calçados.
O acordo entre Mercosul e União Europeia entra em vigor nesta sexta-feira, 1º de maio, de forma provisória. O pacto cria a maior área de livre comércio do mundo, reunindo 720 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22 trilhões. Para o Brasil, a expectativa é de US$ 1 bilhão a mais em exportações no primeiro ano.
A ApexBrasil projeta ganho de até US$ 1 bilhão em 12 meses, com tarifas zeradas para 5 mil produtos brasileiros. Entre eles, aeronaves, motores elétricos, couros, uva e mel aparecem como itens com maior potencial imediato de crescimento.
Os dois blocos redigiram redução gradual de tarifas: na UE, roughly 95% dos bens terão tarifa zerada, cobrindo 92% do valor das importações europeias de bens brasileiros. Do lado sul-americano, 91% dos bens e 85% do valor das importações brasileiras da UE terão dominates de acesso sem tarifas.
A implementação gradual prevê prazos de 10 anos na UE e 15 anos no Brasil para produtos sensíveis, com exceções para veículos elétricos, híbridos e novas tecnologias, que terão desgravação mais longa, de até 30 anos.
Para o agronegócio, o Ministério da Agricultura estima aumento de até US$ 5 bilhões por ano nas exportações para a UE em até cinco anos, com a UE já sendo o segundo maior destino do setor. A estimativa considera cotas e redução imediata de tarifas para parte dos itens.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que mais de 5 mil produtos com tarifa zero devem representar mais de 80% das importações da UE de bens do Brasil em 2025. Setores como máquinas, alimentos e químicos devem se destacar nesse cenário.
A ApexBrasil também indica que, entre os 5 mil itens com acesso zerado, 543 possuem maior potencial de ampliação imediata, com média de US$ 4,9 bilhões em importações anuais na UE. O Brasil pode ampliar as exportações ao bloco em US$ 1 bilhão nos próximos 12 meses.
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