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Guerra coloca sistema global de energia sob estresse extremo, diz CEO da Chevron

Guerra coloca o sistema global de energia sob estresse extremo, alerta a Chevron, com Ormuz fechado e risco de queda na demanda global

'Se não conseguirmos restabelecer a oferta, a demanda terá que diminuir em diferentes setores da economia', disse Mike Wirth (Foto: Daniel Heuer/Bloomberg)
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  • A Chevron diz que o sistema global de energia sofre estresse extremo devido à guerra entre EUA, Israel e Irã e ao possível esgotamento dos suprimentos de petróleo.
  • O CEO Mike Wirth afirmou, em entrevista à CNBC na sexta-feira, que a preocupação é evitar um cenário de queda da demanda caso a oferta não se restabeleça.
  • A empresa está em contato quase constante com o governo norte-americano para monitorar a situação.
  • A notícia ressalta que o estreito de Hormuz permanece fechado, dificultando o fluxo de aproximadamente 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundial.
  • ConocoPhillips já havia alertado, na quinta-feira, sobre uma escassez crítica de petróleo para países dependentes de importação.

A Chevron alerta sobre estresse extremo no sistema global de energia diante de um conflito no Oriente Médio que já completa cerca de três meses. A empresa afirma que a oferta mundial de petróleo pode se esgotar se o fluxo na região não for retomado. A posição foi compartilhada pelo CEO Mike Wirth em entrevista à CNBC na sexta-feira.

Segundo Wirth, a manutenção da atual demanda sem restabelecimento da oferta representa um risco significativo para diferentes setores da economia. AChevron ressalta que trabalha junto ao governo dos EUA de maneira contínua para buscar caminhos de estabilidade na oferta mundial.

A companhia já havia indicado que o estreitamento das fontes de petróleo pode ser agravado pela incerteza sobre o fluxo via Estrito de Ormuz, que movimenta parcela considerável do petróleo e do gás natural liquefeito globalmente. A organização considera esse cenário de oferta reduzida como preocupante para o mercado.

A ConocoPhillips também destacou, recentemente, a possibilidade de escassez crítica de petróleo para países dependentes de importação, acentuando a tensão no setor. Traders no mercado continuaram atentos a sinais de demanda e a possibilidades de choques adicionais.

A Chevron aponta que o fechamento do Estreito de Ormuz permanece como obstáculo relevante para o abastecimento mundial. Em termos operacionais, o impacto poderia exigir ajustes na produção e nos preços, conforme as condições de oferta se manterem restritas.

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