- No primeiro trimestre de 2026, o Brasil registrou 613.375 vagas com carteira assinada criadas, com 72,9% delas ocupadas por pessoas até 24 anos.
- Dentre as vagas, 446.915 foram para esse grupo: 127.808 para adolescentes até 17 anos e 319.107 para profissionais entre 18 e 24 anos.
- O cenário aponta para cargos operacionais e menos qualificados, com menor necessidade de experiência e capacitação.
- A remuneração de entrada fica pouco acima do salário mínimo, atraindo jovens para essas vagas.
- A maioria dos contratados até 24 anos tem ensino médio completo (69,5%), com apenas 2,6% possuindo ensino superior; melhorias dependem de investimentos em capacitação.
O Brasil fechou o primeiro trimestre de 2026 com 613.375 vagas com carteira assinada criadas. Dentro desse total, 72,9% foram ocupadas por pessoas de até 24 anos, destaque entre janeiro e março.
Entre as vagas abertas, 446.915 foram para a faixa de até 24 anos, com 127.808 destinadas a adolescentes de 0 a 17 anos e 319.107 para jovens de 18 a 24 anos. O cenário mantém o ritmo do mesmo período de 2025.
A busca por cargos operacionais e menos qualificados aparece como motor do resultado. Segundo Vânia Montenegro, diretora de serviços da Employer Recursos Humanos, há menor exigência de capacitação e experiência nessas vagas.
A remuneração também pesa. Diogo Carneiro, professor da Fipecafi, aponta que os salários de entrada ficam próximos de um salário mínimo e concentram as oportunidades para este grupo.
A maioria dos admitidos tem o ensino médio completo, representando 69,5% do total. Apenas 2,6% possuem ensino superior, conforme dados das contratações do trimestre analisado.
Perfil dos contratados
O levantamento indica que atividades operacionais ganham adesão de jovens, influenciadas pela disponibilidade de posições com menor qualificação.
Desafios do mercado
Especialistas destacam que a qualidade dos empregos ainda é baixa e depende de investimentos em capacitação para elevar produtividade.
Perspectivas
Analistas avaliam que, para ampliar a participação em setores de maior valor agregado, é necessário melhorar a formação e a qualificação da mão de obra jovem.
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