- O mercado preditivo online movimentou cerca de 40 bilhões de dólares em 2025 e a previsão é chegar a 1 trilhão em cinco anos, com apostas em eleições, política e outros eventos.
- Duas gigantes do setor, Kalshi e Polymarket, ganharam impulso recente com apostas sobre a guerra no Irã, registrando queda de volume em alguns casos, mas aumento de até 400% em lances.
- O funcionamento é similar à bolsa: o valor das apostas varia até 1 dólar, as plataformas atuam como intermediárias, e quem perde não recebe dinheiro de volta.
- O Brasil deve tornar o mercado proibido a partir de 4 de novembro, conforme governo federal, com usuários já utilizando contas no exterior; no país, a XP e a bolsa de valores de São Paulo já exploram apostas relacionadas a indicadores econômicos e temas financeiros.
- Entre as controvérsias estão possíveis informações privilegiadas, uso de contatos de poder e riscos de vício, além de debates sobre ética e impactos sociais.
Desde as antigas civilizações, as apostas enfrentaram mudanças profundas até chegar ao mercado atual de apostas on-line. O setor envolve previsões que vão além de esportes, incluindo eleições e eventos políticos, com apostas que podem chegar a valores baixos por opção.
O mercado preditivo movimentou 40 bilhões de dólares em 2025 e projeta atingir 1 trilhão em cinco anos. Dois grandes players globais, Kalshi e Polymarket, impulsionaram o recente boom, especialmente com a guerra no Irã e outros desdobramentos geopolíticos.
Como funciona o modelo de apostas, de forma geral, é semelhante à bolsa: o preço oscila conforme oferta e demanda. Em plataformas de negociação, o usuário aposta entre sim ou não, com limites de valor por contrato que costumam ser de até 1 dólar.
Paralelamente, as bets já operam com regras definidas pela plataforma e prêmios fixados pelos sites. Hoje, mais de cinquenta países proíbem operações, mas usuários tentam driblar bloqueios com VPNs para permanecer ativos.
No Brasil, o governo sinalizou que o mercado será proibido a partir de uma data ainda não definida, enquanto não houver legislação. Até lá, brasileiros acessavam contas no exterior para apostar e verificação de regras locais era flexível.
A Kalshi tem relação com a participação brasileira Luana Lopes Lara, cofundadora, que anunciou acordo com a XP para oferecer apostas sobre indicadores econômicos. A XP, por exemplo, já testa esse uso como ferramenta de investimento para clientes.
No Brasil, a bolsa de valores de São Paulo também abriu espaço para apostas ligadas a temas financeiros, como o valor do dólar em datas específicas, ainda restritas a investidores profissionais.
Entre debates, questiona-se o risco de uso de informações privilegiadas obtidas junto ao poder. Casos recentes, incluindo ações de familiares de figuras públicas, intensificam a controvérsia sobre ética e regulação dessas plataformas.
O amplo leque de tópicos abertos também gerou críticas sobre a espetacularização da tragédia. Previsões sobre ataques ou mortes de líderes costumam provocar debates sobre impacto social e de saúde pública, segundo especialistas.
No Brasil, o endividamento familiar já aparece como um dos impactos observados com o crescimento das apostas on-line, que prometem retorno rápido. Especialistas alertam para riscos de vício e perdas financeiras associadas ao consumo descontrolado.
Entre na conversa da comunidade