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Petróleo oscila após chegar a US$112, com novas tensões EUA e Irã

Petróleo oscila após Brent alcançar US$ 112; tensões entre EUA e Irã elevam risco de interrupções no estreito de Hormuz

Mapa do Estreito de Ormuz em tons de azul e bege ao fundo com texto indicando o local. Em primeiro plano, válvula de tubulação metálica verde com sinais de ferrugem.
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  • O Brent atingiu US$ 112,43 o barril às 3h30 (horário de Brasília), subiu 1,84%, e recuou para US$ 110,17 às 9h20 (contrato de julho).
  • No dia anterior, o Brent chegou a US$ 114,70; para o contrato de junho, chegou a US$ 126,41, máxima em quatro anos, mas com menor volume de negociação que o contrato de julho.
  • O petróleo WTI nos EUA operava em US$ 106,62 às 3h30, caindo para US$ 104,20 às 9h10, queda de 0,83% (contrato de junho).
  • A alta reflete preocupações com novas ameaças entre os EUA e o Irã e com o bloqueio do estreito de Hormuz, que passa 20% da produção mundial de petróleo e gás.
  • Os EUA buscam formar uma coalizão internacional para reabrir Hormuz, sob o nome Construção da Liberdade Marítima, mas nem todos os aliados apoiaram a iniciativa.

O preço do petróleo oscila nesta sexta-feira (1º) após atingir US$ 112,43 por barril e recuar. O Brent chegou a subir perto de 2% antes de recuar para US$ 110,17, enquanto o contrato de julho mostrava queda de 0,21% até 9h20, em Londres.

A alta foi puxada pelas tensões entre Estados Unidos e Irã, que seguem sem perspectiva de acordo. O anúncio de novas ofensivas dos EUA contra o território iraniano aumenta a incerteza e pressiona o mercado, com o Brent registrando queda após a máxima.

Ao longo da quinta-feira, o mercado já havia visto patamares elevados: o Brent chegou a US$ 114,70, e o contrato de curto prazo para junho bateu US$ 126,41, a maior cotação em quatro anos. Ainda assim, a referência do mercado permanece o contrato de julho.

Nos EUA, o WTI operava em US$ 106,62 às 3h30, mas recuou para US$ 104,20, queda de 0,83%, às 9h10, para o vencimento de junho. A volatilidade reflete a intensificação das conversas entre Washington e Teerã sobre o controle do estreito de Hormuz.

O estreito de Hormuz continua central ao conflito, já que cerca de 20% da produção mundial de petróleo passa pela região. Em abril, navios estrangeiros tiveram seu tráfego bloqueado pelo governo dos EUA, enquanto o Irã interrompeu o tráfego desde 28 de fevereiro, em meio aos ataques regionais.

Fontes mencionam que o Irã ativou defesas aéreas e planeja responder a qualquer ataque com ações rápidas. O país busca manter o controle sobre Hormuz e prosseguir com seu programa de enriquecimento de urânio. Uma nova proposta de acordo foi apresentada ao Paquistão, mediador das negociações.

Em termos diplomáticos, o conselheiro de um alto escalão dos Emirados Árabes Unidos afirmou que o Irã não inspira credibilidade, destacando a percepção de risco entre os vizinhos. Países aliados dos EUA discutem estratégias para reabrir a passagem marítima sob uma coalizão internacional.

Analistas destacam que o risco econômico aumenta a cada dia sem uma resolução. Caso o Brent permaneça acima de US$ 120 nas próximas semanas, o cenário se tornaria mais desfavorável para mercados globais, segundo especialistas ouvidos pela imprensa.

Nesta sexta, Trump enfrenta prazo formal para encerrar a guerra ou apresentar argumentos de extensão ao Congresso. O secretário de Defesa afirma que a aprovação do Congresso não é necessária, citando cessar-fogo como fator que suspende o prazo legal.

As autoridades americanas possuem o objetivo de formar uma coalizão para reabrir Hormuz, sob o rótulo Construção da Liberdade Marítima (MFC). A iniciativa já havia sido apresentada em março, sem apoio unânime de aliados como Reino Unido, França, Itália, Japão e Coreia do Sul.

A cobertura utiliza informações da AFP e Reuters, com dados atualizados sobre preços e movimentos políticos no Oriente Médio. A maioria das Bolsas globais permaneceu fechada pelo Dia do Trabalho, com exceção de Londres, que registrou leve queda.

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