- O mercado de petróleo segue atento às incertezas sobre o fim do conflito no Oriente Médio e à reabertura do estreito de Ormuz.
- Na manhã de quinta-feira, o Brent atingiu US$ 126,00, o maior desde 2022, e encerrou o dia em US$ 113,00.
- A diretora-executiva do Ineep, Ticiana Alvares, disse que um acordo duradouro poderia estabilizar gradualmente os preços.
- As oscilações ocorreram após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar o bloqueio naval nos portos iranianos, enquanto bolsas fecharam em alta.
- A executiva destacou que as cadeias globais de valor têm limite e sugeriu reduzir distâncias para proteção contra instabilidades geopolíticas, com internalização de produção e cadeias regionais de valor.
As oscilações no mercado de petróleo giraram em torno da possibilidade de um acordo duradouro entre EUA e Irã e da reabertura do estreito de Ormuz. Na manhã de quinta-feira, 30, o Brent chegou a subir mais de 7%, atingindo US$ 126 por barril, o maior desde 2022. No fim do dia, a cotação caiu para US$ 113.
A executiva do Ineep, Ticiana Alvares, disse à Record News que, mesmo com a expectativa de que o conflito no Médio Oriente não tenha rápida resolução, um acordo estável poderia, aos poucos, estabilizar os preços. Ela ressaltou que a reabertura do estreito não devolveria as reservas de imediato.
Segundo a analista, as flutuações refletem incertezas sobre o fluxo global de petróleo. As declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a continuidade do bloqueio naval nos portos iranianos contribuíram para o movimento recente do petróleo. Bolsas na Europa e nos EUA fecharam em alta após as notícias.
Cenário de preço e impacto geopolítico
Ticiana Alvares explicou que, embora haja volatilidade, o mercado tende a se ajustar gradualmente diante de qualquer acordo duradouro. Ela destacou que não há reposição rápida de estoques nem retorno imediato do comércio mundial, mesmo com a reabertura.
A executiva também lembrou que a pandemia ampliou a necessidade de reduzir dependências globais em cadeias de valor. Segundo ela, investir em produção local e cadeias regionais pode reforçar a estabilidade econômica diante de tensões geopolíticas.
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