- A Opep+ pretende elevar as metas de produção de petróleo em junho em cerca de 188 mil barris por dia, segundo fontes familiarizadas com o grupo.
- Sete membros — Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão, Rússia e Omã — devem se reunir no domingo para confirmar o aumento, o terceiro desde março.
- A saída dos Emirados Árabes Unidos do cartel reduziu a participação do grupo nesses ajustes mensais.
- O Irã, também membro, não fará parte da reunião; o fechamento do Estreito de Ormuz continua reduzindo fornecimentos no Golfo Pérsico e elevando preços.
- Mesmo com o aumento, o efeito tende a ser simbólico enquanto as interrupções no transporte marítimo persistirem.
A Opep+ aprovou, em princípio, elevar as metas de produção de petróleo para junho. A medida seria adotada ainda que o Estreito de Ormuz permaneça fechado e que Emirados Árabes Unidos tenha deixado o cartel nesta semana. A decisão depende de sinais do grupo sobre o ritmo de oferta diante do conflito no Golfo Pérsico.
Sete membros da Opep+ devem liderar o aumento, de cerca de 188 mil barris por dia, o terceiro incremento mensal consecutivo. Os países envolvidos são Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão, Rússia e Omã. A reunião está marcada para ocorrer no domingo.
Com a saída dos Emirados Árabes Unidos, o cartel passa a ter 21 membros, incluindo o Irã. Nos últimos anos, porém, apenas os sete citados, mais os Emirados, participaram das decisões mensais de produção.
O Irã, embora integrante da Opep+, não participa do encontro de domingo. Suas exportações já vinham sendo restringidas por sanções dos EUA desde abril.
Contexto regional e impactos
O fechamento de Ormuz reduziu as exportações de Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. Analistas afirmam que a normalização completa do transporte marítimo deve levar semanas ou meses.
A interferência geopolítica elevou o preço do petróleo a níveis próximos de quatro anos. O barril supera US$ 125, com expectativas de escassez de combustível de aviação em um a dois meses.
A produção global da Opep+ em março ficou em 35,06 milhões de barris por dia, volume menor que fevereiro. Os cortes mais acentuados tiveram participação de Iraque e Arábia Saudita. Fora do Golfo, a Rússia também ajustou a produção após ataques aéreos e danos a infraestrutura.
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