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Paraguai teve a moeda latina mais forte contra o dólar em abril

Guarani é a moeda mais forte da região em abril, sustentada por exportações, menor demanda por dólares e sazonalidade cambial no Paraguai

A valorização do guarani foi resultado de um aumento significativo na oferta de divisas, impulsionado pelas exportações agrícolas e pela menor demanda corporativa por dólares (Foto: Dimas Ardian/Bloomberg)
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  • Em abril, o guarani foi a moeda mais forte da América Latina, diante da fraqueza do dólar, impulsionado pela alta oferta de divisas no mercado local.
  • As exportações agrícolas cresceram, sobretudo a soja e derivados, elevando as receitas e pressionando a taxa de câmbio para baixo.
  • O peso chileno também valorizou, cerca de 3,3% no mês, com apoio de preços do cobre e maior entrada de divisas, além de cenário político favorável a investimentos.
  • No Brasil, o real ganhou valor, favorecido por petróleo acima de US$ 100 o barril e pelo carry trade mantido por taxas de juros altas.
  • No Peru, a incerteza eleitoral pesou sobre o sol; na Argentina, a taxa de câmbio ficou estável, com safras e fluxo de liquidez influenciando a oferta de divisas.

O Paraguai destacou-se em abril ao registrar a moeda mais forte da região contra o dólar, movendo-se em linha com o clima de dólar mais fraco e demanda por commodities. O guarani alcançou valorização frente a moedas como real, peso mexicano e peso colombiano, em um movimento puxado por fluxos de exportação e menor demanda por dólares.

A alta do guarani foi impulsionada pela maior oferta de divisas no mercado local, resultado de receitas de exportação mais robustas. A soja e seus derivados cresceram no primeiro trimestre, assim como as exportações do setor de maquilagem, ampliando entradas de dólares e pressionando a taxa de câmbio para baixa. Especialistas destacam o peso da cadeia da soja, cuja participação nas receitas de exportação chegou a 45,1% no fim do 1º trimestre.

Contexto regional de exportações

Outras moedas da região também se valorizaram, com o peso chileno entre as valorização mais expressivas, guiado por preço do cobre, fluxo de divisas e confiança de investimento. O analista Felipe Cáceres aponta que o cobre em níveis elevados melhora as contas externas, sustentando o peso chileno, ainda que haja risco de ajuste caso o preço do cobre recue.

No Brasil, o real subiu ante o dólar por fatores distintos: petróleo acima de 100 dólares, fortalecendo a balança comercial, e a Selic elevada mantendo atrativo para o carry trade. Esse diferencial de juros manteve fluxos de capitais apesar da volatilidade externa.

No peso colombiano, a alta acompanhou o preço do petróleo, somada a pagamentos tributários de grandes contribuintes que ampliaram a demanda por pesos e entradas de divisas. O BBVA avalia que a moeda pode manter o apoio no curto prazo, mas pode sofrer diante de uma normalização da oferta global.

Peru e Argentina sob dinâmica própria

O sol peruano desviou-se do movimento regional por fatores internos, com incerteza eleitoral ganhando relevância. O cenário para o segundo turno, em junho, alimenta receios de investidores sobre mudanças na política econômica que afetem o investimento privado.

Na Argentina, a taxa de câmbio permaneceu estável dentro de faixas, com aumento moderado em abril. Analistas destacam fluxo de oferta de dólares no mercado e o fim de safras que elevam as entradas de divisas, potencialmente reduzindo a pressão sobre o dólar nos próximos meses. Bloomberg Línea, referência da matéria.

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