- A MBRF anunciou a conclusão do acordo com a Halal Products Development Company (HPDC), criando a Sadia Halal, avaliada em US$ 2,07 bilhões.
- A BRF GmbH passa a deter 90% da Sadia Halal, e a HPDC fica com os 10% restantes.
- A HPDC já aportou US$ 24,3 milhões e ainda fará outros US$ 73,1 milhões até o fim de 2026.
- Foi assinado um contrato de fornecimento de dez anos, em que a BRF fará entregas para a Sadia Halal a partir do Brasil, com preços em bases de mercado, além de um acordo de licenciamento da marca Sadia.
- A Sadia Halal mira um IPO na bolsa de Riade (Tadawul) no futuro e terá acesso a 350 milhões de consumidores em 14 países islâmicos; o mercado halal movimenta mais de US$ 2 trilhões por ano.
A MBRF concluiu neste domingo a operação que cria a Sadia Halal, plataforma global de produção e distribuição de proteínas halal, avaliada em US$ 2,07 bilhões. A HPDC, do PIF, integra o negócio.
A BRF GmbH passa a deter 90% da Sadia Halal, com a HPDC ficando com 10%. Os ativos incluem plantas na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, além de distribuição no Catar, Kuwait e Omã e exportações para a região MENA.
A operação prevê aportes da HPDC de US$ 24,3 milhões já realizados e mais US$ 73,1 milhões até o fim de 2026. Há contrato de fornecimento com a Sadia por 10 anos, com abastecimento vindo do Brasil a preços de mercado.
Estrutura e contratos
A BRF GmbH atuará como veículo de investimentos e terá 90% da Sadia Halal. Foi firmado ainda um contrato de licenciamento da marca Sadia para a nova empresa.
A Sadia Halal já mira um potencial IPO na Tadawul, bolsa de Riade, sujeita às condições de mercado. A expectativa é consolidar a posição em mercados islâmicos e de nutrição de alto volume.
Segundo o comunicado, a Sadia Halal pretende atender mais de 350 milhões de consumidores em 14 países islâmicos, fortalecendo a presença em um setor com grande potencial de crescimento.
Contexto de mercado
O segmento halal movimenta mais de US$ 2 trilhões por ano, com projeção de expansão. Estima-se que o consumo global de alimentos alcance US$ 1,5 trilhão até 2027, impulsionado por uma base populacional muçulmana superior a 1,9 bilhão.
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